Árvore de 4 mil anos ainda produz frutos, tem tronco de 12,5 metros e teve galhos usados para premiar campeões das Olimpíadas

Em uma pequena vila de Creta, uma oliveira milenar chama atenção de turistas e preserva uma história de milhares de anos

Oliveira de Vouves, em Creta, na Grécia, é estimada em milhares de anos e se tornou uma das principais atrações da região (Foto: Davric/ Wikimedia Commons)

Oliveira de Vouves, em Creta, na Grécia, é estimada em milhares de anos e se tornou uma das principais atrações da região (Foto: Davric/ Wikimedia Commons)

Imagine visitar uma pequena vila no interior de uma ilha grega e encontrar uma árvore que pode ter testemunhado milhares de anos de história. É exatamente essa a experiência de quem chega a Vouves, em Creta, onde uma antiga oliveira se tornou o principal símbolo da região.

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Conhecida como oliveira de Vouves, a árvore é estimada por pesquisadores em mais de 4 mil anos. A idade exata, porém, não pode ser determinada com precisão, já que o interior do tronco se perdeu ao longo dos séculos.

Estudos científicos apontam que ela tem pelo menos 2 mil anos, enquanto estimativas da Universidade de Creta chegam aos 4 mil anos.

A árvore está localizada em Ano Vouves, no oeste de Creta, e continua produzindo azeitonas. Ao seu redor, a paisagem rural ganhou um novo ponto de interesse para visitantes que percorrem a região de Chania.

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E falando sobre árvores históricas, conheça a General Sherman. Ela é a maior árvore do mundo em volume e impressiona com 2.700 anos e altura equivalente a 27 andares.

Veja imagens da árvore:

Uma árvore que atravessou milhares de anos

O tamanho da oliveira ajuda a explicar por que ela impressiona tanto quem chega à vila. Seu tronco possui aproximadamente 12,5 metros de circunferência e 4,6 metros de diâmetro, dimensões que fazem da árvore uma das grandes atrações naturais de Creta.

Mais do que suas proporções, entretanto, é a história associada à oliveira que desperta a curiosidade dos turistas.

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Pesquisadores encontraram nas proximidades vestígios de dois cemitérios do período geométrico, época situada aproximadamente entre 900 a.C. e 700 a.C. A presença dessas estruturas é considerada um dos indícios utilizados para relacionar a árvore à ocupação humana antiga da região.

Isso não significa que a árvore tenha necessariamente a idade exata atribuída a ela. A datação de oliveiras extremamente antigas é particularmente difícil, e não existe atualmente um método científico consensual capaz de determinar com precisão a idade de exemplares desse tipo.

Como a oliveira virou atração turística?

A transformação de Vouves em um ponto de interesse turístico está diretamente ligada à combinação entre natureza, arqueologia e cultura local. A poucos passos da árvore funciona o Museu da Oliveira de Vouves, instalado em uma construção tradicional.

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O espaço preserva ferramentas utilizadas historicamente no cultivo, na colheita e no processamento das azeitonas, além de objetos relacionados ao cotidiano da população de Creta. A experiência, portanto, vai além de observar uma árvore antiga.

O visitante consegue conhecer parte da relação entre os habitantes da ilha e as oliveiras, atividade que há milhares de anos desempenha papel importante na agricultura, na alimentação e na economia de Creta.

Atualmente, o conjunto formado pela árvore, pelo pequeno museu e pela paisagem rural faz de Vouves uma parada procurada por turistas interessados em história e experiências fora dos grandes centros turísticos. Avaliações recentes de visitantes também destacam a oliveira e o museu entre os principais pontos de interesse da vila.

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Um símbolo que chegou até as Olimpíadas

A importância da oliveira de Vouves ultrapassou as fronteiras da pequena comunidade grega. Galhos da árvore foram utilizados para produzir coroas entregues a vencedores durante os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, recuperando uma antiga tradição grega associada ao simbolismo da oliveira.

O gesto ajudou a reforçar a conexão entre a árvore milenar e a própria identidade cultural da Grécia. A oliveira, afinal, ocupa um espaço especial na história do país. Na tradição grega antiga, seus ramos estavam associados à paz, à glória e às celebrações esportivas.

Turismo preserva uma árvore que não pode ser substituída

Com o aumento do interesse turístico, a preservação passou a ser uma preocupação essencial. A árvore é considerada um monumento natural protegido e recebe cuidados para evitar que a circulação de visitantes provoque danos às raízes e ao tronco.

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Uma das medidas adotadas foi a instalação de uma barreira ao redor do exemplar. A estrutura impede que turistas tenham contato direto com partes sensíveis da árvore, reduzindo o risco de pisoteio das raízes, depredação ou outras ações que possam comprometer sua conservação.

A proteção é especialmente importante porque, diferentemente de uma construção histórica, uma árvore milenar continua sendo um organismo vivo.

O que torna Vouves tão especial?

Para quem viaja por Creta, a visita pode representar uma oportunidade de conhecer um lado diferente da ilha, distante das praias mais famosas e dos grandes roteiros turísticos.

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A região de Vouves fica a cerca de 30 quilômetros de Chania, segundo o órgão oficial de turismo local, e está inserida em uma área marcada por vinhedos e extensos olivais.

O passeio também pode ser combinado com outras experiências relacionadas à cultura rural de Creta.

Entre os principais atrativos estão:

  • A oliveira monumental, principal símbolo de Vouves;
  • O Museu da Oliveira, dedicado à história do cultivo e da produção de azeite;
  • Os olivais e vinhedos que cercam a região;
  • A paisagem rural de Creta, distante dos centros mais movimentados;
  • A história arqueológica associada à ocupação antiga da área.