Oposição e movimentos sociais apresentam pedido coletivo de impeachment de Bolsonaro

Oposição aumenta ofensiva contra Bolsonaro e Congresso tem 32 requerimentos de impeachment acumulados

Lideranças de esquerda, como Boulos e Gleisi Hoffmann (ao centro), se uniram para procolar pedido

Lideranças de esquerda, como Boulos e Gleisi Hoffmann (ao centro), se uniram para procolar pedido | /Reprodução/Instagram

Nesta quinta-feira (21), mais um requerimento de impeachment foi apresentado, totalizando 32. Este é um número recorde de pedidos em 17 meses de governo. Além de requerimentos de impeachment, pelo menos sete pedidos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) estão na fila para serem abertos.

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A expectativa nos bastidores é que as acusações de Sergio Moro podem ser mais explosivas que a CPI dos Correios, que ocorreu em 2005, quando denúncias relacionadas ao processo de mensalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foram apuradas. Então, o governo tenta conter o avanço das assinaturas.

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Há pedidos de CPI do PSOL, Rede, PSDB e PT. “Estou confiante, o apoio a Bolsonaro, dentro da Câmara, tem diminuído bastante. Lembrando que hoje temos o apoio de partidos de centro e direita que querem o afastamento do presidente, disse o líder do PT, Enio Verri.

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Além desses, um dos pedidos de CPI foi feito pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), na Câmara. O deputado alega ter colhido 101 assinaturas até o momento, não tendo que coletar apenas assinaturas presenciais em Brasília. “No plenário a gente faz corpo a corpo, pede um a um, por requerimento na frente do parlamentar e entrega a caneta. Argumenta e pronto. A distância é duro”, afirmou.

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IMPEACHMENT.

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Partidos de oposição se juntaram e protocolaram um pedido coletivo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Agora, siglas, movimentos sociais e associações estão unidas em um documento único.

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No documento, Bolsonaro é acusado baseado em três pontos: o apoio do presidente e sua participação em manifestações contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal; os pronunciamentos feitos em cadeia nacional contra o isolamento social, recomendado pela Organização Mundial da Saúde; suspeitas de interferência política na Polícia Federal.

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Parlamentares de diversos partidos como PT, PSOL e PCdoB realizaram um evento Salão Nobre da Casa como forma de apelo ao presidente da Câmara. A presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), o senador Rogério Carvalho (PT-BR), o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a líder do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna (RS) estavam no evento.

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Além destes políticos, o Guilherme Boulos (PSOL), também esteve no evento e afirmou que Jair Bolsonaro é “um problema de saúde pública”. Boulos completou a frase afirmando que “a prioridade do Brasil nesse momento deveria ser salvar isso, é justamente por isso que estamos aqui hoje”.