Paralisação de professores da rede municipal de SP decide greve nesta terça

Categoria se reúne em frente à sede da Prefeitura de São Paulo para cobrar reajuste salarial de 5,4% e melhorias nas condições das unidades de ensino

Greve de professores da rede municipal de SP pode começar nesta terça

Greve de professores da rede municipal de SP pode começar nesta terça | Bruno Santos/Folhapress

Professores e servidores da rede municipal de São Paulo vão realizar paralisação, protesto e assembleia nesta terça-feira (28/4), em frente à Prefeitura, para decidir se entram em greve.

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A mobilização ocorre após impasse com a administração municipal nas negociações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

O ato foi definido em assembleia organizada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM), que acusa a prefeitura de não apresentar propostas concretas para a pauta da categoria. A mobilização também foi reforçada após um fórum das entidades coordenadas pelo Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (APROFEM)

Greve pode começar em 28 de abril

A nova assembleia será considerada decisiva. Caso não haja avanço nas negociações, os trabalhadores podem aprovar greve por tempo indeterminado.

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A expectativa do sindicato é pressionar o governo municipal a apresentar uma proposta formal antes da data.

Principais reivindicações dos professores

Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão:

  • Reajuste salarial de pelo menos 5,4%;
  • Aumento real de 10%;
  • Incorporação de abonos aos salários;
  • Pagamento de quinquênios e sexta parte;
  • Realização de concursos públicos;
  • Melhores condições de trabalho nas escolas;
  • Redução da jornada do quadro de apoio;
  • Fim de terceirizações.

Segundo o sindicato, a pauta foi apresentada anteriormente à gestão municipal, mas ainda não houve resposta considerada satisfatória.

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Problemas estruturais nas escolas

Além da questão salarial, os profissionais relatam dificuldades no dia a dia das unidades, como:

  • Falta de infraestrutura;
  • Salas superlotadas;
  • Déficit de funcionários
  • Desafios na educação inclusiva;
  • Impactos na saúde dos trabalhadores.

De acordo com o sindicato, esses fatores comprometem a qualidade do ensino e aumentam a pressão sobre os servidores.

Impasse com a prefeitura

Em nota enviada à Gazeta de S. Paulo, a Prefeitura de São Paulo afirmou que já investiu mais de R$ 7 bilhões, desde 2021, em medidas de valorização dos servidores públicos, incluindo profissionais da educação.

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Segundo a administração municipal, “em 2025, a revisão salarial foi de 5,2%”, além de reajustes em benefícios como auxílio-refeição e vale-alimentação acima da inflação no período.

A gestão também destacou a implementação de um plano de valorização das carreiras, com aumentos que, de acordo com a prefeitura, superam 80% para professores.

A nota ainda cita a ampliação do quadro da educação, com a nomeação de 17.610 novos profissionais, e afirma que a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo mantém diálogo permanente com a categoria.

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Por outro lado, a prefeitura ressaltou que “nenhum interesse pode se sobrepor ao direito das crianças à educação” e alertou que eventuais ausências não justificadas poderão ser descontadas, conforme a legislação vigente.

Leia a nota na prefeitura na íntegra 

“A Prefeitura de São Paulo informa que já investiu mais de R$ 7 bilhões desde 2021 em medidas de valorização dos servidores públicos, incluindo os profissionais da educação, rompendo um ciclo de mais de 20 anos de reajustes lineares de apenas 0,01%.

Em 2025, a revisão salarial foi de 5,2%. Benefícios como o Auxílio-Refeição e o Vale-Alimentação também receberam reajustes acima da inflação no período.

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Além disso, foi implementado um plano de valorização das carreiras, com foco na remuneração de categorias como a dos professores, que tiveram aumentos superiores a 80%.

investimento também se reflete na ampliação do quadro funcional, com a nomeação de 17.610 novos profissionais na área da Educação. A Secretaria Municipal de Educação (SME) mantém diálogo aberto e permanente com professores e demais servidores.

No entanto, nenhum interesse pode se sobrepor ao direito das crianças à educação. Eventuais ausências não justificadas estarão sujeitas a desconto, conforme a legislação vigente.

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m caso de unidade escolar sem atendimento, a orientação é que os responsáveis pelos alunos procurem a Diretoria Regional de Educação (DRE) responsável pela região para relatar os fatos.”