Passaporte brasileiro é o 2º mais poderoso da América Latina e sobe no ranking mundial em 2026

Levantamento aponta que o Brasil se destaca em inovação entre as maiores economias da região

Passaporte brasileiro

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado está a política de reciprocidade diplomática adotada pelo Brasil/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O passaporte brasileiro foi classificado como o segundo mais poderoso da América Latina no Global Passport Index 2026. No ranking mundial, o documento subiu uma posição em relação ao ano anterior e passou a ocupar o 49º lugar, impulsionado principalmente pela facilidade de acesso a outros países e pelos indicadores de qualidade de vida.

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O Brasil alcançou 82,4 pontos em uma escala de 100, superando a média latino-americana em todos os critérios avaliados. Na região, ficou atrás apenas do Chile, que lidera com 83,1 pontos.

Mobilidade internacional impulsiona desempenho do Brasil

Segundo o levantamento, o principal diferencial do passaporte brasileiro é a mobilidade internacional. O País obteve a melhor pontuação da América Latina nesse quesito e aparece na 43ª posição mundial, com nota 90,7.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado está a política de reciprocidade diplomática adotada pelo Brasil. O estudo cita medidas como a retomada do e-Visa para cidadãos de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México, França e Argentina, além do acordo de isenção recíproca de vistos firmado com a China.

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Apesar do bom desempenho, o relatório alerta que a futura implementação do sistema ETIAS, autorização eletrônica exigida para entrada em diversos países europeus, deverá criar novas etapas e custos para brasileiros que viajam ao continente.

De acordo com Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions, responsável pelo estudo, a política de reciprocidade fortalece o passaporte brasileiro como um importante ativo diplomático. Ela destaca, porém, que avanços no ranking dependerão principalmente do fortalecimento econômico e de mudanças na carga tributária.

Economia ainda limita avanço do passaporte brasileiro

Embora tenha bom desempenho em mobilidade e qualidade de vida, o Brasil perde posições quando o assunto é ambiente econômico.

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No indicador de investimentos e oportunidades, o País ocupa a 81ª colocação global, com nota 43,9, mantendo o segundo melhor desempenho da América Latina, atrás apenas da Guiana.

O levantamento aponta que o Brasil se destaca em inovação entre as maiores economias da região, mas apresenta resultados intermediários em acesso a mercados e riqueza financeira. Já fatores como a elevada tributação sobre pessoas físicas e a renda nacional bruta per capita estão entre os principais obstáculos para uma posição melhor no ranking.

Na categoria de qualidade de vida, o Brasil aparece em 37º lugar, com nota 75, considerando aspectos como saúde, segurança, infraestrutura e condições sociais.

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O Global Passport Index 2026, elaborado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions, avalia os passaportes de 199 países com base em três pilares: mobilidade internacional, oportunidades de investimento e qualidade de vida.