Peixes gigantes e raros fazem do Noroeste Paulista novo polo da pesca no Brasil

Região banhada pelos rios Grande e Paraná, em São Paulo, atrai pescadores esportivos, turistas e impulsiona a piscicultura industrial

Pirarucus gigantes são os preferidos dos pescadores que visitam a cidade de Cardoso

Pirarucus gigantes são os preferidos dos pescadores que visitam a cidade de Cardoso | Divulgação

O Noroeste Paulista vem se consolidando como um dos principais destinos de pesca esportiva e comercial do Brasil, atraindo pescadores profissionais, turistas e investidores do setor aquícola.

Continua após a publicidade

Banhada pelos Rio Grande e Rio Paraná, a região formada por Cardoso, Mira Estrela, Riolândia e Paulo de Faria transformou-se em referência nacional pela abundância de espécies e pelo porte impressionante dos peixes.

Impulsionados pelos reservatórios de Água Vermelha e Ilha Solteira, levantamentos regionais apontam que o crescimento da pesca na área está diretamente ligado à combinação entre turismo, pesca esportiva organizada e piscicultura em escala industrial.

Cardoso: a “Terra dos Gigantes”

Conhecida como santuário dos grandes peixes, Cardoso ganhou notoriedade nacional pelos registros de capturas extraordinárias. O principal destaque é o pirarucu, espécie originalmente amazônica que se adaptou às águas do Rio Grande.

Continua após a publicidade

Veja também: Cidade em SP tem a segunda maior porção de água doce do mundo onde se pode nadar e se divertir

Há relatos históricos de exemplares que ultrapassaram 165 quilos, tornando a cidade um símbolo da pesca de grandes troféus no interior paulista.

Além do pirarucu, Cardoso é palco de torneios nacionais de tucunaré, tanto das variedades azul quanto amarela, reunindo equipes de diferentes estados em competições que movimentam o turismo e a economia local.

Continua após a publicidade

Mira Estrela: pesca no visual e lazer aquático

Em Mira Estrela, o diferencial está na transparência das águas, especialmente na região da prainha. O cenário favorece a pesca esportiva no visual, modalidade que exige técnica e observação, além de ser muito procurada por praticantes de pesca com caiaque.

Veja também: 3 lugares para pescar em São Paulo que você precisa conhecer

Entre as espécies mais encontradas estão:

Continua após a publicidade
  • Tucunaré, principal alvo de quem utiliza iscas artificiais;
  • Tilápia, comum na pesca de barranco e em pesqueiros;
  • Pirarucu, que também tem aparecido com frequência crescente na região.

Riolândia e Paulo de Faria: força produtiva e tradição

Enquanto Cardoso e Mira Estrela se destacam pelo turismo, Riolândia e Paulo de Faria formam o chamado cinturão produtivo da pesca no Noroeste Paulista, equilibrando lazer, pesca profissional e indústria.

Riolândia consolidou-se como um dos polos de piscicultura em tanques-rede, com destaque para a criação da tilápia-do-nilo no reservatório de Água Vermelha. A produção em larga escala abastece mercados regionais e fortalece a economia local.

Já Paulo de Faria preserva a tradição da pesca profissional e de subsistência, com destaque para espécies nativas como corvina e mandi-guaçu, além da presença de piauçu, pacu e traíra em áreas de maior correnteza, muito procuradas por pescadores esportivos.

Continua após a publicidade

Perfil da pesca por município

No conjunto, cada cidade desenvolveu uma identidade própria dentro do setor:

Cardoso: grandes recordes e torneios nacionais, com pirarucu, tucunaré e corvina;

Mira Estrela: pesca esportiva, lazer e caiaque, com tucunaré, tilápia e pirarucu;

Continua após a publicidade

Riolândia: foco comercial e industrial, com tilápia, piauçu e mandi;

Paulo de Faria: pesca de barranco e esportiva, com corvina, tucunaré e traíra.

Com água abundante, diversidade de espécies e integração entre turismo e produção, o Noroeste Paulista se firma como novo epicentro da pesca no interior do Brasil, atraindo desde pescadores amadores até grandes nomes da pesca esportiva nacional.