Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para apurar um esquema criminoso na área da saúde nas Prefeitura de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, ambas na região sudoeste da Grande São Paulo. A ação também apura desvios de recursos públicos destinados ao tratamento de Covid-19. Ao menos, quatro pessoas foram presas.
De acordo com a PF, a operação Contágio também investiga a Prefeitura de Hortolândia, no interior de São Paulo. Até o fim da manhã desta terça-feira, foram cumpridos cinco mandados de prisão, além de 38 mandados de busca e apreensão. Os mandados foram realizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
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INVESTIGAÇÃO.
A investigação começou após a Controladoria Geral da União (CGU) ter identificado que uma Organização Social (OS) sem capacidade técnica foi contratada por esses municípios com indícios de fraude e direcionamento para prestação de serviços de saúde. Alguns dos contratos foram firmados emergencialmente para gestão e atendimento de pessoas infectadas com Covid-19.
Algumas das empresas subcontratadas, após os repasses de recursos pela OS, fizeram centenas de saques em espécie que somam mais de R$ 18 milhões. Um GCM de Cotia é suspeito de sacar o dinheiro da propina e ter sacado R$ 17 milhões em caixas eletrônicos.
A Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros identificou que a OS Associação Metropolitana de Gestão (AMG) subcontratava diversas empresas para execução dos serviços. Algumas dessas empresas foram constituídas poucos meses antes da assinatura dos contratos e não tem experiência na área de saúde.
O proprietário da OS é um veterinário de 28 anos, recém-formado, morador de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo.
Um dos locais de buscas foi a casa do ex-secretário da saúde de Embu das Artes. Ele mora em Pirapora do Bom Jesus, também na Grande São Paulo. Ao chegarem em sua residência, os policiais disseram que ele tentou se desfazer de um notebook jogando o computador no telhado. A OS atua na cidade de Embu das Artes desde março de 2019.
A Prefeitura de Embu das Artes disse que “está colaborando com as investigações que estão sendo feitas sobre a empresa AMG que presta serviço em nosso município. A prefeitura ainda não tem informações sobre o processo em curso, mas como sempre está à disposição das autoridades”.
A Associação Metropolitana de Gestão (AMG) e a Prefeitura de Itapecerica da Serra não se manifestaram sobre a operação.
Os mandados foram expedidos pelo desembargador federal Paulo Fontes, do Tribunal Regional Federal da 3º Região.
