Pintado e Dourado na mira: por que você pode ser multado ao comprar estes peixes em fevereiro?

Veja quais peixes devem desaparecer das bancas e o que ainda pode entrar no cardápio

Fiscalização da Polícia Ambiental é rigorosa e a tolerância é zero

Fiscalização da Polícia Ambiental é rigorosa e a tolerância é zero | Reprodução

O peixe do seu prato pode sair bem mais caro do que o esperado neste mês de fevereiro em São Paulo. Espécies populares como pintado, dourado e piapara estão com pesca e venda proibidas em todo o estado até o dia 28, devido à final da piracema, período de reprodução dos peixes nos rios.

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A fiscalização da Polícia Ambiental é rigorosa e a tolerância é zero. Quem for flagrado pescando ilegalmente ou mantendo estoque irregular pode receber multas a partir de R$ 700, que podem ultrapassar R$ 100 mil, dependendo da quantidade apreendida.

Veja abaixo quais peixes devem desaparecer das bancas e o que ainda pode entrar no cardápio sem risco de infração ambiental.

Por que a pesca está proibida em fevereiro

A restrição ocorre devido à piracema, fase em que os peixes sobem os rios para se reproduzir. Em São Paulo, a proibição vale para as bacias dos rios Tietê, Paranapanema, Aguapeí e Peixe.

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  • Prazo final: até 28 de fevereiro de 2026;
  • Objetivo: garantir a reprodução das espécies nativas e o equilíbrio ambiental.

Peixes que não podem ser comprados agora

Se essas espécies forem encontradas em feiras, mercados ou peixarias sem documentação, a venda é considerada ilegal:

  • Pintado e Jaú;
  • Dourado;
  • Piapara e Piau;
  • Curimbatá;
  • Lambari.

O que está liberado no cardápio?

Nem todo peixe está proibido. Espécies de cativeiro ou consideradas não nativas seguem liberadas:

  • Tilápia, criada em tanques;
  • Tambaqui e Pacu, desde que de criadouros autorizados;
  • Tucunaré e Zoiúdo, por não serem nativos da região;
  • Peixes de mar, como sardinha, pescada e corvina;
  • Exceção: camarão e caranguejo, que têm defeso próprio em fevereiro.

Multa pesada no bolso

A fiscalização também alcança bares, restaurantes e consumidores. As penalidades incluem:

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  • Multas: a partir de R$ 700, podendo ultrapassar R$ 100 mil;
  • Acréscimo: cerca de R$ 20 por quilo de peixe apreendido;
  • Outras sanções: apreensão de barcos, redes, freezers e até prisão em casos mais graves.

Atenção para comerciantes e consumidores

Donos de bares e peixarias só podem manter peixe nativo em estoque se ele tiver sido declarado oficialmente ao Ibama ou aos órgãos ambientais no início do defeso. Sem a Declaração de Estoque, o produto é considerado ilegal, mesmo que tenha sido pescado antes da proibição.

Para o consumidor, a regra é simples: desconfie de preços muito baixos para peixes nobres como o dourado e exija nota fiscal. Assim, você evita multas e ajuda a combater a pesca ilegal que ameaça os rios paulistas.