Preço do pacote de 5 kg de arroz tem variação de 71% em SP

Levantamento do Procon-SP levou em consideração a média dos preços mínimos encontrados nos mercados

Nos últimos meses, o preço do arroz tem aumentado com frequência em todo o estado de São Paulo

Nos últimos meses, o preço do arroz tem aumentado com frequência em todo o estado de São Paulo | Aline Fonseca/Gazeta de S.Paulo

Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o preço médio do pacote de 5 kg de arroz em fevereiro desse ano, antes de ser decretada a pandemia, custava R$ 12,78 e, em outubro saltou para R$ 21,83, um aumento de cerca de 71%. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (27), também contou com o auxílio do Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP. 

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A maior variação mensal do ano de 2020 ocorreu em setembro, 21%, levando em consideração o mês de agosto. O pacote que custava R$ 16,87 no oitavo mês do ano, passou para R$ 20,25 no mês seguinte.

A pesquisa foi realizada em 40 supermercados distribuídos nas cinco regiões do município de São Paulo e abrange 39 itens dos grupos de alimentos, higiene pessoal e limpeza doméstica.

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Como o levantamento leva em consideração a média dos preços mínimos encontrados, o valor está longe da realidade constada pelas equipes de fiscalização do Procon-SP. Em operação realizada em todo o Estado para coibir preços abusivos de produtos da cesta básica, dentre eles o arroz, na capital paulista o pacote de 5kg de arroz tipo 1 chegou a ser encontrado por R$ 32,16, e no interior de São Paulo por até R$ 36,79.

Em todo o estado 625 estabelecimentos foram notificados por fiscais do Procon-SP a apresentar notas fiscais de compra e venda de itens da cesta básica como arroz, óleo de soja e carnes vermelhas e, caso seja identificado um aumento desproporcional nos valores, responderão a processo administrativo, podendo ser multados.

“Embora não exista tabelamento de preço é inadmissível que fornecedores queiram abusar e aumentar desproporcionalmente seus lucros em plena pandemia”, afirma o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.