Primeira usina do estado que transforma água salgada em água doce será instalada no litoral de SP

Proposta foi publicada em edital da Sabesp e prevê entrega da usina em 2026

Primeira usina do estado que transforma água salgada em água doce deve ser instalada em Ilhabela

Primeira usina do estado que transforma água salgada em água doce deve ser instalada em Ilhabela | Reprodução

Um edital publicado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) propõe a construção de uma usina de dessalinização em Ilhabela, no litoral de São Paulo.

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Esse tipo de usina transforma água salgada em água doce, o que disponibilizaria uma quantidade considerável de água ao município que tem menos acesso a um abastecimento adequado.

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Segundo o edital, a usina deverá ser erguida nas margens do Ribeirão Água Branca, em um curso d’água perto da balsa que avança a ilha por 1 quilômetro. A entrega está prevista para 2026.

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A respeito de seu funcionamento, a instalação deve captar 40 litros de água do mar por segundo, enquanto libera 20 litros por segundo de água doce para 8 mil habitantes da cidade.

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Escolhida para receber a primeira usina desse tipo no Estado, Ilhabela é um arquipélago com 35 mil habitantes. Em alta temporada esse número aumenta em 20 vezes e afeta o serviço de distribuição da cidade, que já é ausente para 6,56%.

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Como vai funcionar

De acordo com o edital, a usina realizará um processo de osmose reversa seguida por uma remineralização para transformar água salgado em água potável.

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Uma alta pressão será aplicada a um volume de água do mar, que passará através de uma membrana para separar as partículas de sal do líquido limpo.

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Na etapa seguinte, a água é remineralizada e está pronta para consumo humano. O sal resultante do processo é diluído e devolvido ao ponto de captação, o mar.

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Por que Ilhabela?

A Sabesp propôs a construção da usina, pois a quantidade de água doce disponível nos mananciais em Ilhabela é limitada.

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“Apenas o córrego da Laje teria condições de fornecer água na vazão desejada, porém a um custo ambiental e institucional elevado, resultando em um tempo de empreendimento muito longo em face da urgência que se faz necessária”, afirma o edital divulgado pela empresa.

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Parte do contrato

Segundo o documento, as propostas devem ser apresentadas até o dia 25 de junho.

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Além de construir a usina de dessalinização, a empresa ganhadora deve edificar um centro de educação ambiental com auditório, painéis fotovoltaicos de altura máxima de 8 metros, numa área total de 280 metros quadrados.

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O que diz a Prefeitura

Mesmo ameaçando romper o contrato da Sabesp que propõe a construção da usina, o atual prefeito, Toninho Colucci (PL), afirma que a instalação será construída.

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“Nós temos recursos de royalties (do petróleo) e esses recursos vão garantir esses investimentos tão importantes para a cidade e para a região”, afirmou o prefeito ao “G1”.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita