Rio Pinheiros apresenta melhora na qualidade da água após avanço de obras em SP

Monitoramento aponta melhora nos índices de poluição orgânica em sete dos 16 afluentes analisados entre 2020 e 2025

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Avanços também foram registrados em trechos do próprio Rio Pinheiros | Divulgação/Governo de São Paulo

Os investimentos em saneamento, desassoreamento e limpeza do Rio Pinheiros começaram a refletir na qualidade da água de parte dos córregos que deságuam no rio, segundo dados divulgados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

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O monitoramento aponta melhora nos índices de poluição orgânica em sete dos 16 afluentes analisados entre 2020 e 2025.

De acordo com a Cetesb, os córregos Águas Espraiadas, Corujas, Jaguaré, Morro do S., Pirajussara, Poli e Pau Arcado/Morumbi apresentaram redução na carga orgânica medida pelo Carbono Orgânico Total (COT), indicador usado para avaliar a presença de matéria poluente na água.

No córrego Águas Espraiadas, por exemplo, a média anual de COT caiu de 22 mg/L para 9 mg/L entre 2020 e 2025. Já no córrego Jaguaré, o índice passou de 25 mg/L para 10 mg/L no mesmo período.

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No córrego Poli, a redução foi ainda mais expressiva: de 66 mg/L para 11 mg/L.

Melhora em trechos do Rio Pinheiros

Vista do rio Pinheiros em meio à paisagem urbana de São PauloDemanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador que mede a quantidade de matéria orgânica presente na água/Reprodução/YouTube 

Parte da melhora está associada à instalação das chamadas Unidades Recuperadoras de Qualidade das Águas (URQs), estruturas implantadas para reter resíduos e reduzir a poluição lançada nos córregos.

Os avanços também foram registrados em trechos do próprio Rio Pinheiros. A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador que mede a quantidade de matéria orgânica presente na água, apresentou melhora em pontos como Pedreira, Ponte do Socorro e Usina São Paulo.

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Na região da Ponte do Socorro, a média anual de DBO caiu de 62 mg/L para 23 mg/L entre 2016 e 2025. Na Usina São Paulo, o índice recuou de 45 mg/L para 23 mg/L.

Os resultados acompanham o avanço do programa IntegraTietê, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). O projeto prevê R$ 23,5 bilhões em investimentos até 2029 para recuperação ambiental dos rios paulistas.

Além disso, a quantidade de lixo retirada do Rio Pinheiros aumentou 14% em 2025 em relação ao ano anterior. Segundo dados da SP Águas, foram coletadas 44 mil toneladas de resíduos ao longo dos 25 quilômetros do rio no ano passado.

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Retirada de resíduos

Desde 2023, o programa já removeu cerca de 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios do estado e conectou aproximadamente 1,5 milhão de imóveis à rede de coleta e tratamento de esgoto, segundo o governo paulista.

Além das obras de saneamento, as ações incluem retirada de lixo flutuante, desassoreamento e recuperação das margens dos rios. Segundo a Cetesb, mais de 134 mil toneladas de resíduos já foram retiradas do Rio Pinheiros desde 2023, com investimentos de R$ 212 milhões.

Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, foram recolhidas 16,2 mil toneladas de lixo, volume 19,4% maior do que no mesmo período do ano passado. O volume de resíduos retirados do rio é acompanhado em tempo real pelo chamado “Lixômetro”, painel instalado às margens do Pinheiros.

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Outra frente prevista pelo programa é uma Parceria Público-Privada (PPP), atualmente em consulta pública, com previsão de investimento de R$ 9,5 bilhões ao longo de 15 anos.

A proposta inclui ações de desassoreamento, retirada de vegetação aquática, ampliação da remoção de lixo superficial e recuperação ambiental em quase 183 quilômetros do Rio Tietê e 27 quilômetros do Rio Pinheiros.

Atualmente, a rede da Cetesb conta com 551 pontos de monitoramento distribuídos nos principais corpos hídricos do estado de São Paulo.