A quantidade de lixo retirada do Rio Pinheiros aumentou 14% em 2025 em relação ao ano anterior. Segundo dados da SP Águas, foram coletadas 44 mil toneladas de resíduos ao longo dos 25 quilômetros do rio no ano passado.
Em 2024, o volume foi de 38 mil toneladas, já em 2023, de 34,7 mil. Em três anos, a limpeza somou cerca de 117 mil toneladas de resíduos flutuantes.
Diante dos desafios com enchentes e mudanças climáticas, o governo de São Paulo lançou no ano passado uma Parceria Público-Privada (PPP) que previa R$ 9,5 bilhões em investimentos na revitalização dos rios Tietê e Pinheiros.
Retirada de lixo
Os trabalhos de retirada de lixo no período consumiram aproximadamente R$ 190 milhões.
A operação é realizada diariamente por embarcações e abrange dois trechos do rio: o canal superior, entre a Usina de Pedreira e a Usina São Paulo, com 15 quilômetros, e o canal inferior, com 10 quilômetros, da Usina São Paulo até o encontro com o Rio Tietê, na região da Estrutura de Retiro.
Outubro concentrou o maior volume de resíduos recolhidos em 2025, com cerca de 4 mil toneladas, acima das 3,7 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2024. Entre os materiais mais encontrados estão garrafas PET, embalagens de isopor e brinquedos. Também são frequentes objetos de grande porte, como sofás e colchões.
De acordo com a agência, os resíduos chegam ao rio principalmente por descarte irregular e pelo arraste de lixo das ruas durante as chuvas.
Regiões próximas ao curso do Pinheiros, como Jaguaré, Itaim Bibi, Morumbi, Vila Olímpia, Panamby, Guarapiranga e Capão Redondo, estão entre as áreas de origem desses detritos. A poluição afeta o ecossistema local, incluindo animais que vivem nas margens do rio, como capivaras e aves.
As informações sobre a coleta podem ser acompanhadas pelo Lixômetro, painel instalado no Parque Bruno Covas, às margens da Marginal Pinheiros, que mostra em tempo real o volume de resíduos retirados do rio.
