São Paulo terá planta industrial para produção de combustível sustentável para aviação

Plataforma de produção será instalada em parceria com Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha

Aeronave, de matrícula FAB 2901 e conhecida na FAB como KC-30, partiu de Nova Délhi e pousou em Brasília após percorrer 8.457 milhas náuticas (15.662 km)

Estudo realizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado concluiu que São Paulo é favorável ao desenvolvimento da planta | Divulgação/FAB

O estado de São Paulo receberá a primeira planta industrial que produzirá combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) a partir de biogás de resíduos de biomassa do setor sucroenergético, anunciou o governo nesta quarta-feira (16/10).

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Um estudo realizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado concluiu que São Paulo é favorável ao desenvolvimento da planta, pois teria mercado potencial, abundância de recursos energéticos e infraestrutura robusta. 

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A instalação tem parceria com o da Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, por meio da agência alemã Giz. O projeto será executado pela empresa Geo Bio Gas & Carbon. 

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“São Paulo reúne condições únicas de matriz elétrica renovável, abundância de biomassa, economia pujante e regras claras para atração desse tipo de projeto”, disse a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística Natália Resende. 

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A planta deve ficar pronta em três anos. São 7,8 milhões de euros em investimentos, dos quais 1,5 milhão são recursos públicos do país europeu. 

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Para além do setor de aviação, empresas do setor automotivo anunciaram investimento no País como a BMW com investimento de R$ 1 bilhão no Brasil. Além dela, a Volkswagen anunciou investimento de R$ 13 bi em fábricas de São Paulo.

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O projeto também conta com a parceria da Copersucar e com o financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

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A produção esperada é de cerca de 750 litros/dia de SAF, a partir de 2025, que pode ser misturado com o combustível fóssil querosene de aviação (QAV), reduzindo a pegada de carbono do transporte aéreo.