A série “Tremembé”, que estreia em 31 de outubro no Prime Video, mostra histórias do presídio paulista historicamente marcado por fugas e rivalidades. O complexo recebeu presas como Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, e é retratado com base no livro do jornalista Ulisses Campbell.
O presídio tem sua história marcada por curiosidades reveladas no livro “Tremembé – o presídio dos famosos”.
Entre esses fatos, alguns chamam a atenção, como o concurso de beleza realizado na unidade e o clube do livro conduzido por detentos.
Veja alguns dos episódios mais curiosos da série:
Cela dos Espíritos
Tendo como “médium-chefe” Luiza Motta, sentenciada por atropelar e matar um homem enquanto dirigia embriagada, o espaço ajudava mulheres condenadas por assassinato a fazer pedidos de perdão pelas vítimas.
Suzane von Richthofen, por exemplo, teria recebido uma carta psicografada da mãe falecida, expressando perdão.
Fuga pela escada de maracujá
Uma das fugas mais inusitadas foi em 2007, quando Dominique Cristina Scharf, a “Dama do Cárcere”, escalou a muralha de seis metros usando os maracujazeiros que cresciam na unidade. Quebrou perna e braço ao saltar, mas conseguiu escapar temporariamente
Concurso de beleza
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) promove anualmente o concurso “Miss Primavera”, apelidado popularmente de “Miss Xilindró”, para eleger presas em diversas categorias como Simpatia, Plus Size e Garota Revelação.
Em 2014, Sandra Ruiz, conhecida como Sandrão, venceu o título de Mister Tremembé.
Tráfico de crack
Durante o regime semiaberto, quando os presos têm algumas liberdades controladas, detentos criaram uma passagem no forro de um galpão para traficar crack. Compravam pedras a R$ 10 fora do presídio e revendiam a R$ 50 internamente. O esquema foi descoberto após denúncia de um usuário.
Café literário
Idealizado por Gil Rugai, condenado por homicídio e estelionato, o “Café Literário” reunia presos para estimular a leitura e o debate. Entre as obras discutidas estavam A Divina Comédia, de Dante Alighieri, Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski, e Saber Viver, de Cora Coralina.





