Suspeito de estuprar moradora de rua tem prisão negada pela Justiça

Solicitação apresentada pela Polícia Civil já havia sido negada pela juíza, que manteve que não há fundamento para alterar a decisão

Local em que o suspeito teria estuprado a moradora de rua

Local em que o suspeito teria estuprado a moradora de rua | Divulgação/Polícia Civil

A Justiça de Santos, no litoral paulista, negou um novo pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra homem suspeito de ter abusado sexualmente de uma moradora de rua em uma calçada de Santos. O caso está sendo investigado como estupro de vulnerável.

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Promotoria pede prisão

Na denúncia, o promotor de justiça defendeu que a prisão se faz necessária, já que a vítima sustentou ter sido estuprada e que existe risco de fuga.

A delegada da DDM de Santos, Deborah Perez Lázaro, afirmou que pediu a prisão do homem, acatada pelo promotor, mas a juíza não concedeu. “O inquérito foi relatado e encaminhado ao Fórum. Então, encerramos nosso trabalho”, afirmou. 

O homem responderá o processo, podendo ou não, ser penalizado pelo crime de estupro.

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Juíza já havia negado outra solicitação

Uma solicitação apresentada pela Polícia Civil já havia sido negada pela juíza, que manteve que não há fundamento para alterar a decisão.

Na sentença, a magistrada declarou não haver fundamento para decretar a prisão preventiva do homem. Além disso, ela pontuou que, como ele já foi identificado e prestou depoimento, não há necessidade de ser preso temporariamente durante as investigações.

Defesa do suspeito

Segundo o advogado Natalício Batista dos Santos, que representa o suspeito do caso, os vídeos não mostram a cena completa, desde o momento em que ele dá os R$ 10 até o ato. 

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Santos afirmou ainda que os próximos passos da defesa será de acompanhar as investigações por parte da Polícia Civil e obter mais imagens que comprovem a versão do suspeito. “Pegar todos os vídeos e, assim, provar que houve uma tratativa entre os dois que resultou nesse ato sexual”, diz.

Relembre o caso

O crime foi cometido na madrugada de sábado (4) na região central da cidade e foi registrado em vídeo.

A mulher aparece deitada tentando afastar o homem com as pernas. Ele, na sequência, monta uma espécie de cabana com papelão e mantém relações sexuais com ela.

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Suspeito alega ter oferecido 10 reais e um lanche

Em depoimento, o suspeito afirmou que a relação sexual foi “consensual”, após os dois negociarem um “programa” e diz ter pago R$ 10 e um lanche à mulher.

Segundo o relato do acusado, a mulher aceitou receber os R$ 10 e ele também teria dado “um lanche” para a moradora de rua, pois teria dito que estava com fome.

“Não foi estupro. Foi com a ciência dela, que cobrou e eu paguei. O erro foi por ter sido na rua”, disse o suspeito à polícia.

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O suspeito, identificado no dia 4 de maio, era esperado por policiais da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) desde terça-feira, 7 de maio, mas só se apresentou no dia seguinte.

Palavra da vítima é questionada

A vítima prestou depoimento na DDM da cidade no dia 9 de maio, e contou que vive em situação de rua há 10 anos e é usuária de drogas. A mulher também disse ter sido abordada pelo suspeito enquanto dormia na calçada. Vídeo mostra a ocorrência, mas para a justiça não é o suficiente para a prisão.

Impunidade

Segundo a delegada da DDM, mesmo com o vídeo mostrando a situação e com a mulher não mencionando ter recebido R$ 10 como pagamento pelo suposto programa, não é o suficiente para prender o agressor. “Fica a palavra dele contra a dela. Cada um diz uma coisa diferente”, acrescentou. 

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*Texto sob supervisão de Lara Madeira