Trânsito em SP chega a 1.143 km após greve da CPTM e suspensão do rodízio; veja os piores trechos

Congestionamentos dispararam na capital após paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Avenida dos Bandeirantes e rodovia Ayrton Senna registram os maiores atrasos

Fotografia em plano longo sob a estrutura de um viaduto, mostrando congestionamento intenso de veículos na Avenida 23 de Maio em São Paulo. A pista está repleta de carros, táxis brancos e furgões alinhados em várias faixas

Cidade registrou 1.143 quilômetros após greve da CPTM e suspensão do rodízio - Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A Capital Paulista enfrenta uma manhã de trânsito carregado nas principais ruas e avenidas da cidade após o Rodízio Municipal de Veículos ser suspenso por conta da greve que acontece na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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De acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade registra 1.143 quilômetros de congestionamento na manhã desta terça-feira (4/8).

Entre os principais pontos, a zona sul e a zona leste seguem quase empatadas, sendo as regiões mais congestionadas. Mais cedo, por volta das 8h, o trânsito na cidade já registrava 571 km de filas.

Entre as piores vias, a avenida dos Bandeirantes aparece com cerca de 40 minutos de atraso. Outro ponto é a rodovia Ayrton Senna (SP-070), que ultrapassa os 50 minutos.

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na zona norte, a avenida Marquês de São Vicente registra cerca de trinta minutos de atraso.

Correção

Esta reportagem foi atualizada após a CET informar que os 2.125 quilômetros de congestionamento exibidos em seu painel na manhã desta terça-feira (4/8) foram resultado de uma falha no sistema.

Segundo a companhia, o dado não corresponde à realidade. A CET suspendeu temporariamente a divulgação dos índices de lentidão até a normalização da ferramenta.

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Greve e rodízio suspenso

O aumento do trânsito ocorre após a paralisação que afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. A greve foi aprovada na tarde desta segunda-feira (3/8).

Para minimizar os impactos aos passageiros, a Prefeitura suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos nesta terça-feira, permitindo a circulação de automóveis independentemente do final da placa.

Mesmo com a medida, milhares de motoristas recorreram ao transporte individual, o que elevou o volume de veículos nas principais vias da cidade.

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Por que a CPTM está em greve?

A paralisação foi mantida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, mesmo após negociações com o Governo do Estado.

A CPTM informou que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de parte do efetivo durante a greve.

Enquanto a paralisação continua, a orientação é que os passageiros consultem a situação da linha antes de sair de casa e utilizem as alternativas disponibilizadas pelo sistema de transporte.