A Capital Paulista enfrenta uma manhã de trânsito carregado nas principais ruas e avenidas da cidade após o Rodízio Municipal de Veículos ser suspenso por conta da greve que acontece na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
De acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade registra 1.143 quilômetros de congestionamento na manhã desta terça-feira (4/8).
Entre os principais pontos, a zona sul e a zona leste seguem quase empatadas, sendo as regiões mais congestionadas. Mais cedo, por volta das 8h, o trânsito na cidade já registrava 571 km de filas.
Entre as piores vias, a avenida dos Bandeirantes aparece com cerca de 40 minutos de atraso. Outro ponto é a rodovia Ayrton Senna (SP-070), que ultrapassa os 50 minutos.
Já na zona norte, a avenida Marquês de São Vicente registra cerca de trinta minutos de atraso.
Correção
Esta reportagem foi atualizada após a CET informar que os 2.125 quilômetros de congestionamento exibidos em seu painel na manhã desta terça-feira (4/8) foram resultado de uma falha no sistema.
Segundo a companhia, o dado não corresponde à realidade. A CET suspendeu temporariamente a divulgação dos índices de lentidão até a normalização da ferramenta.
Greve e rodízio suspenso
O aumento do trânsito ocorre após a paralisação que afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. A greve foi aprovada na tarde desta segunda-feira (3/8).
Para minimizar os impactos aos passageiros, a Prefeitura suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos nesta terça-feira, permitindo a circulação de automóveis independentemente do final da placa.
Mesmo com a medida, milhares de motoristas recorreram ao transporte individual, o que elevou o volume de veículos nas principais vias da cidade.
Por que a CPTM está em greve?
A paralisação foi mantida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, mesmo após negociações com o Governo do Estado.
A CPTM informou que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de parte do efetivo durante a greve.
Enquanto a paralisação continua, a orientação é que os passageiros consultem a situação da linha antes de sair de casa e utilizem as alternativas disponibilizadas pelo sistema de transporte.
