Ubatuba flexibiliza construção de prédios em área ambiental

Projeto beneficiaria programas habitacionais na cidade; liderança comunitária critica falta de transparência e vê possível benefício a grandes construtoras

A cidade de Ubatuba pretende flexibilizar as regras ambiental para construção de moradias de interesse social

A cidade de Ubatuba pretende flexibilizar as regras ambiental para construção de moradias de interesse social | Bruno Hoffmann

A Câmara Municipal de Ubatuba aprovou nesta terça-feira (6/8) um projeto de lei que disciplina o licenciamento ambiental de empreendimentos de interesse público. Na prática, a proposta flexibiliza a construção de novos prédios de interesse social em Áreas de Preservação Permanente (APP).

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O Projeto de Lei 77/23 beneficiaria de forma inicial programas habitacionais na cidade. A iniciativa é do ex-prefeito Márcio Gonçalves Maciel, que deixou o cargo após a Justiça restituir o cargo da atual, Flávia Paschoal (PL), em março.

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Segundo o texto, passa a haver disciplina para construções em empreendimentos de interesse público, privado ou social, submetidos ao licenciamento ambiental.

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Quando houver necessidade de retirada de vegetação ou de intervenção em APP, será necessário pagar uma série de taxas.

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Agora, o PL segue para sanção ou veto da prefeita Flávia Paschoal (PL).

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Críticas ao projeto

Para parte das lideranças ambientais, faltou transparência no debate do projeto, que pode beneficiar mais construtoras do que famílias de baixa renda.

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“É estranho, porque a prefeitura não tem nenhum projeto de construção de moradias populares. Isso nos traz muitas dúvidas de que isso não seja apenas uma maneira para flexibilizar a construção para as grandes construtoras”, afirmou Rodrigo Lemos, liderança comunitária de Ubatuba ligada à assistência social, moradia e questões ambientais.

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“A gente sabe do quanto tem sido a expansão de construção de prédios em Ubatuba”, completou ele.

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Ele também afirmou que a votação sequer estava no site da Câmara, o que não permitiu que a população se mobilizasse e se manifestasse sobree o assunto.

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Já há lei federal

Segundo Lemos, a proposta não teve deliberação no Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA). Outro fator que, segundo ele, causa estranheza é o fato de já haver uma lei federal que trata do tema. “Foi todo mundo pego de surpresa com a votação”, encerrou.

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A Gazeta tentou uma série de contatos com a Câmara Municipal de Ubatuba, e vai atualizar este texto em caso de manifestação. A reportagem também questionou se a prefeita vai sancionar o projeto.