Um homem foi flagrado apontando uma arma de fogo para um grupo de entregadores por aplicativo durante uma confusão em frente a uma pizzaria na avenida Oliveira Freire, no Parque Paulistano, zona leste de São Paulo, na noite de quarta-feira (5/8).
Após sacar a arma, ele foi atingido por uma capacetada e caiu no chão. O caso foi registrado em vídeos gravados pelos próprios motoboys.
Veja vídeo
As imagens registradas no local mostram dezenas de motociclistas reunidos em frente à pizzaria, que aparece com as portas fechadas.
Em um dos vídeos, um homem aponta uma arma em direção ao grupo. Logo depois, é possível ouvir motociclistas dizendo: “Tá sem bala, né?”. Em seguida, o homem é atingido por uma capacetada no rosto, cai no chão e é retirado do local por outras pessoas, que o levam para o interior da pizzaria.
Os entregadores afirmam que a mobilização ocorreu em protesto contra episódios de agressão e maus-tratos enfrentados pela categoria.
Confusão em pizzaria
Segundo um dos entregadores envolvidos, a confusão começou após ele esperar mais de uma hora pela retirada de um pedido. O motociclista afirma que questionou diversas vezes a demora e, diante da falta de resposta, pediu o cancelamento da entrega.
De acordo com o relato, um funcionário da pizzaria reagiu de forma agressiva durante a discussão. O motoboy afirma que o homem tentou tomar a chave de sua motocicleta, o empurrou e o derrubou no chão.
Ainda segundo a vítima, ao começar a gravar a situação com o celular, o funcionário teria arrancado o aparelho de sua mão e o arremessado para longe antes de desferir socos contra sua cabeça e rosto.
Após deixar o local, o entregador encontrou outro motociclista e contou o que havia acontecido. Os dois retornaram à pizzaria para cobrar explicações e encontraram o suposto agressor acompanhado de um dos sócios do estabelecimento.
Segundo o motoboy, durante a nova discussão, um dos envolvidos sacou uma arma de fogo e efetuou disparos em direção ao grupo de entregadores. Ele afirmou não saber se alguém foi atingido pelos tiros.
A vítima informou que foi ao 50º Distrito Policial, acompanhada de um advogado, para registrar um boletim de ocorrência.
A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aguarda posicionamento sobre o caso.
