A tarifa da Zona Azul nas praias de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, vai subir de R$ 20 para R$ 50 por até 12 horas de estacionamento, um aumento de 150%. O reajuste entra em vigor nesta sexta-feira (9/10), após os vereadores rejeitarem, na noite de quinta-feira (8/10), o projeto que pretendia suspender a medida.
Na votação da Câmara Municipal, cinco vereadores votaram contra a proposta, três foram favoráveis e um se absteve. Com a rejeição, o projeto não conseguiu impedir o aumento anunciado pela Prefeitura em setembro.
A tarifa da Zona Azul Cidade 2 também foi reajustada, passando de R$ 2 para R$ 5 por hora.
Veja os novos valores da Zona Azul em Ubatuba
Com o reajuste, os valores ficam da seguinte forma:
- Zona Azul Praias: de R$ 20 para R$ 50 por até 12 horas;
- Zona Azul Cidade 2: de R$ 2 para R$ 5 por hora.
O aumento na modalidade destinada às praias foi anunciado em 28 de setembro e abrange 18 áreas, incluindo as praias Grande, Tenório, Toninhas, Enseada e Itamambuca.
Segundo a Prefeitura, a atualização dos valores considera os custos operacionais, a demanda pelo serviço e a necessidade de investimentos na fiscalização e na modernização do sistema.
Quem tem direito à isenção da Zona Azul?
Carros e caminhonetes registrados em Ubatuba são isentos da cobrança nas áreas da Zona Azul Cidade 2 e da Zona Azul Praias. A isenção não vale para a modalidade Zona Azul Cidade, que abrange ruas da região central.
Pessoas idosas e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também podem ter direito à isenção, desde que cumpram as condições previstas no decreto e apresentem credencial válida quando exigida.
Prefeitura muda regras para regularização
Além do reajuste, a Prefeitura publicou um novo decreto que altera as regras para regularizar o estacionamento irregular na Zona Azul Praias. A partir desta sexta-feira (9/10), o procedimento custa R$ 50, sem cobrança de uma taxa administrativa adicional.
A mudança busca simplificar o processo e tornar as regras mais claras para os motoristas.
O projeto rejeitado pelos vereadores questionava as alterações feitas pela Prefeitura e argumentava que não haviam sido apresentados estudos técnicos e financeiros suficientes para justificar os aumentos.
