Aposentadoria do INSS pode aumentar sem ter que trabalhar mais meses; entenda a regra e como melhorar valor mensal

Prevista na Reforma da Previdência de 2019, a medida pode elevar a média salarial utilizada no cálculo sem exigir novos meses de trabalho

Aposentadoria dicas (Foto_ Pixabay)

Mecanismo está previsto no artigo 26, parágrafo 6º, da Emenda Constitucional nº 103/2019/Pixabay

A regra do descarte de contribuições permite que segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) excluam salários baixos do cálculo da aposentadoria para tentar aumentar o valor mensal do benefício.

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Prevista na Reforma da Previdência de 2019, a medida pode elevar a média salarial utilizada no cálculo sem exigir, necessariamente, novos meses de trabalho, desde que o segurado mantenha o tempo mínimo de contribuição exigido para a regra escolhida.

O mecanismo está previsto no artigo 26, parágrafo 6º, da Emenda Constitucional nº 103/2019. A norma autoriza a exclusão de contribuições que reduzam o valor do benefício, mas estabelece uma condição: o tempo descartado não pode ser utilizado para nenhuma outra finalidade previdenciária.

Como funciona o descarte de contribuições

Após a Reforma da Previdência, o cálculo de diversas modalidades de aposentadoria passou a considerar a média dos salários de contribuição desde julho de 1994, ou desde o início das contribuições, caso tenha ocorrido depois dessa data.

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Nesse cálculo, períodos em que o trabalhador recebeu salários menores podem reduzir a média e, consequentemente, o valor da aposentadoria.

Com o descarte, o segurado pode retirar da média contribuições que diminuam o resultado final. A estratégia pode ser vantajosa para quem teve períodos de remuneração mais baixa ao longo da carreira, mas o efeito depende do histórico contributivo e das regras aplicáveis à aposentadoria.

A exclusão, no entanto, não significa simplesmente apagar meses de salários baixos sem consequências. Os períodos descartados também deixam de contar como tempo de contribuição e não podem ser utilizados para completar requisitos de aposentadoria, aumentar o percentual aplicado à média ou ser aproveitados em outro regime previdenciário.

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Quando a regra pode aumentar o benefício

O descarte pode ser considerado quando o trabalhador tem contribuições com valores significativamente inferiores aos demais salários registrados no histórico previdenciário. Ao excluir esses valores, a média das contribuições restantes pode subir.

O resultado, porém, precisa ser analisado caso a caso. Se a retirada de determinados períodos fizer o segurado perder tempo necessário para cumprir os requisitos ou reduzir o percentual aplicado ao cálculo, o benefício poderá não aumentar ou até ficar menos vantajoso.

Por isso, não basta excluir automaticamente os menores salários. É necessário comparar o valor da aposentadoria com e sem o descarte e verificar se os requisitos continuam atendidos. A regra não se aplica de maneira vantajosa a todos os tipos de aposentadoria.

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Como verificar se o descarte vale a pena

O primeiro passo é conferir o histórico de contribuições registrado no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). O documento reúne os vínculos de trabalho e os recolhimentos previdenciários informados ao INSS. A consulta pode ser feita pelo Meu INSS.

Em seguida, o segurado pode utilizar o serviço Simular Aposentadoria, disponível no site ou aplicativo Meu INSS. A ferramenta apresenta uma estimativa com base nos dados registrados pelo instituto, mas o resultado é apenas uma projeção e não garante a concessão do benefício nem substitui uma análise detalhada das regras de cálculo.

Como o descarte envolve tanto a média salarial quanto o tempo de contribuição e o percentual do benefício, a comparação dos cenários pode exigir uma análise previdenciária individualizada. Antes de solicitar a aposentadoria, é importante verificar se a exclusão realmente melhora o resultado final e se todos os requisitos continuam cumpridos.

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A possibilidade de descartar contribuições está prevista na legislação, mas não garante aumento automático da aposentadoria. A vantagem depende dos salários registrados, do tempo de contribuição que permanecerá válido e da regra usada para calcular o benefício.

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