A bilionária Luana Lopes Lara, de 30 anos, uma das fundadoras da plataforma de previsões Kalshi, se tornou “sócia” do filho de Donald Trump em um novo negócio. A startup brasileira-americana conseguiu uma nova rodada de investimentos e viu a avaliação da empresa saltar de US$ 2 bilhões, no início do negócio, há cerca de 8 anos, para US$ 40 bilhões.
A Kalshi atingiu uma avaliação de US$ 40 bilhões, equivalente a R$ 214,9 bilhões, considerando a cotação atual do dólar, após anunciar o novo investimento nesta quinta-feira (29/10), em meio à expansão acelerada da plataforma financeira. Nesse cenário, a participação de Donald Trump Jr. na companhia voltou a chamar atenção.
Veja fotos da bilionária brasileira que ajudou a fundar startup no mercado de previsões
Filho de Donald Trump foi anunciado como consultor da Kalshi em janeiro
De acordo com o Financial Times, o empresário teria recebido aproximadamente 300 mil dólares em ações em janeiro de 2025, quando foi contratado como consultor estratégico. Naquele período, a empresa tinha valor de mercado inferior a US$ 2 bilhões. Os papéis teriam sido concedidos como forma de remuneração, sem que Trump Jr. precisasse desembolsar dinheiro para adquiri-los.
“Estamos muito entusiasmados em anunciar que Donald Trump Jr. se juntou à Kalshi como consultor estratégico. Essa importante adição à nossa equipe representa um marco para o futuro da Kalshi e para a maneira como os americanos descobrem a verdade no cenário atual da mídia, fragmentado e frequentemente tendencioso”, declarou a empresa na época do comunicado.
Segundo a divulgação, o novo consultor traria uma nova perspectiva à empresa, devido a sua “ampla experiência empresarial e influência”. Apesar disso, a plataforma não informou publicamente a remuneração nem participação acionária de Trump Jr.
Como funciona a Kalshi
A plataforma permite aos usuários fazerem apostas sobre qualquer tipo de acontecimento e é a primeira desse tipo a ser aprovada pelas agências reguladoras na história dos Estados Unidos. “A visão da Kalshi é permitir que as pessoas capitalizem em suas opiniões, negociem no âmbito do cotidiano e protejam-se dos riscos relacionados a elas”, explica a corporação.
Brasileira foi eleita a segunda mulher mais rica do Brasil em 2026
Apontada como a segunda mulher mais rica do Brasil, a ex-bailarina Luana Lopes Lara, formada na Escola Bolshoi, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, construiu uma fortuna de R$ 13,4 bilhões após fundar uma plataforma de apostas nos Estados Unidos. A lista da revista Forbes foi publicada em 28 de agosto.
A mineira apareceu na lista das mulheres mais ricas do país, atrás apenas de Vicky Sarfati Safra e família. Vicky possui uma fortuna de R$ R$ 130,6 bilhões e é viúva do banqueiro Joseph Safra, do Banco Safra. Ele morreu em dezembro de 2020 e a mulher herdou aproximadamente metade dos valores acumulados pelo empresário.
Como Luana virou bilionária
Luana construiu sua trajetória empresarial, do zero, a partir da criação da Kalshi, startup fundada há cerca de sete anos em parceria com outros sócios. No fim do ano passado, a companhia alcançou uma avaliação de US$ 11 bilhões, equivalente a R$ 58,63 bilhões na cotação da época.
Formada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, Luana é cofundadora da plataforma ao lado de Tarek Mansour. A empresa permite que usuários negociem contratos financeiros vinculados a resultados de acontecimentos futuros e se tornou a primeira do segmento a receber aprovação de órgãos reguladores norte-americanos.
De acordo com o histórico divulgado pela própria companhia, os dois empreendedores se conheceram enquanto estudavam no MIT e fundaram a Kalshi em 2018. Antes de criarem o negócio, trabalharam em instituições financeiras como Goldman Sachs, Citadel e Bridgewater, onde observaram que diversas decisões do mercado eram influenciadas por expectativas sobre eventos futuros.
A partir dessa experiência, identificaram a ausência de uma ferramenta que permitisse negociar diretamente com base nos possíveis resultados desses acontecimentos.
As alternativas disponíveis envolviam estruturas financeiras complexas, que tornavam as operações mais trabalhosas e caras. A percepção dessa lacuna levou os dois a desenvolverem uma plataforma com um modelo de negociação mais simples e acessível.









