Após 15 anos, Caverna Desmoronada reabre no Parque Estadual no interior de SP com trilha de 10 km, trecho subterrâneo e roteiro de alta dificuldade para turistas

Roteiro pode durar cerca de oito horas, entre ida e volta, e inclui aproximadamente 10 quilômetros de trilha e 900 metros de percurso subterrâneo

Atividade é classificada como difícil, exige reserva antecipada e só pode ser realizada com acompanhamento de monitor ambiental/Divulgação

A Caverna Desmoronada, em Iporanga, no interior de São Paulo, voltou a receber visitantes após 15 anos fechada ao público. Uma das atrações mais desafiadoras do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), a cavidade agora conta com um novo modelo de visitação baseado em estudos científicos e protocolos de segurança e conservação.

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O roteiro pode durar cerca de oito horas, entre ida e volta, e inclui aproximadamente 10 quilômetros de trilha e 900 metros de percurso subterrâneo. A atividade é classificada como difícil, exige reserva antecipada e só pode ser realizada com acompanhamento de monitor ambiental autônomo credenciado.

O período de fechamento foi utilizado para a realização de estudos e levantamentos sobre as características da caverna, os riscos, os impactos provocados pela presença de visitantes e as áreas que podem ou não receber visitação.

A retomada foi conduzida pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), a partir de um trabalho que envolveu cerca de 100 profissionais de diferentes áreas.

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Caverna Desmoronada ganhou novas regras de visitação

Durante os 15 anos sem visitação pública, pesquisadores e técnicos analisaram aspectos como geologia, circulação da água subterrânea, temperatura, umidade, estabilidade das rochas, fauna cavernícola e riscos biológicos. Também foram feitos levantamentos sobre possíveis registros históricos, culturais e arqueológicos.

O trabalho incluiu o mapeamento de galerias, salões, desníveis e áreas consideradas mais frágeis. A partir dos resultados, foi elaborado o Zoneamento Ambiental Espeleológico (ZAE), que determina os setores que podem receber visitantes, os que precisam de controle mais rigoroso e aqueles que devem permanecer voltados prioritariamente à conservação.

Segundo a Fundação Florestal, os estudos também serviram para avaliar a capacidade de uso da cavidade e os possíveis impactos da visitação.

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Cerca de 100 profissionais participaram do trabalho multidisciplinar. A iniciativa faz parte de um planejamento mais amplo da Fundação Florestal, que resultou na reabertura de 30 cavernas para visitação pública por meio de 32 Planos de Manejo Espeleológico.

Como é o passeio pela Caverna Desmoronada

A Caverna Desmoronada recebeu esse nome por causa de sua formação geológica. O interior tem grandes blocos de rocha formados por antigos processos de abatimento do teto, além de salões amplos, galerias irregulares, desníveis e trechos acidentados.

A água subterrânea também ajudou a formar a cavidade ao longo de milhares de anos. Em alguns pontos, um rio subterrâneo atravessa o local. Nas galerias superiores, o visitante encontra espeleotemas, como estalactites, estalagmites, colunas, cortinas, escorrimentos e travertinos.

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Entre os pontos de destaque estão uma grande coluna central e o Pórtico do Vale das Ilusões, abertura que conecta grandes salões superiores da caverna.

A visita pode ser feita por dois circuitos. No percurso tradicional, entrada e saída acontecem pela mesma abertura, passando pelos salões superiores até o Pórtico do Vale das Ilusões. Já o circuito de travessia começa pela ressurgência do rio e inclui uma caminhada ascendente entre grandes blocos e uma escalaminhada interna até os salões superiores, com saída por outra entrada da cavidade.

Por ser uma atividade de alta dificuldade, a presença de monitor ambiental credenciado é obrigatória durante todo o percurso, assim como o uso dos equipamentos de segurança determinados para a atividade.

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A estrutura de visitação também recebeu cordas técnicas e hastes de aço inox para demarcar o caminho e isolar áreas ambientalmente sensíveis. As medidas ajudam a orientar os visitantes e a preservar o ambiente subterrâneo.

A reabertura também amplia as opções de turismo de natureza no Vale do Ribeira e pode movimentar negócios ligados ao setor, como pousadas, restaurantes, transportadores, comerciantes e serviços de monitoria ambiental.

Como visitar a Caverna Desmoronada

A Caverna Desmoronada fica no PETAR, em Iporanga, e recebe visitantes de segunda a domingo. A visitação ocorre mediante reserva antecipada e acompanhamento obrigatório de monitor ambiental credenciado.

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  • Local: Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em Iporanga (SP);
  • Dificuldade: difícil;
  • Duração: aproximadamente 8 horas, considerando ida e volta;
  • Trilha: cerca de 10 quilômetros;
  • Percurso subterrâneo: aproximadamente 900 metros;
  • Agendamento: reserva antecipada obrigatória;
  • Monitor: acompanhamento obrigatório de profissional credenciado;
  • Telefone: (15) 3552-1875;
  • Ingressos: pelo sistema oficial da Fundação Florestal.

A reabertura marca o retorno de uma das experiências mais exigentes do PETAR, mas com regras definidas a partir de estudos sobre segurança, conservação e capacidade de visitação da caverna.

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