Dólar cai e gastos no exterior batem recorde; veja o impacto nas viagens  

Balanço do Banco Central aponta avanço de 22,5% nas despesas no exterior durante o primeiro semestre, movimento que aquece agências e terminais aéreos em São Paulo

Esta sexta foi marcada por fortalecimento global da moeda americana por conta da guerra comercial entre EUA e China

Com a queda do dCom a queda do dólar, gastos de brasileiros no exterior no primeiro semestre bateram o maior recorde da série histórica / Alex Kallinólar, gastos de brasileiros no exterior no primeiro semestre bateram o maior recorde da série histórica.

A queda na cotação do dólar ao longo dos primeiros seis meses do ano alterou a rotina de reservas de viagens e compras internacionais no país. O valor total gasto por brasileiros em moeda estrangeira alcançou a marca mais alta para o período desde o início das medições oficiais, impulsionado pelo custo menor de bilhetes aéreos, hotéis e moedas em casas de câmbio da região metropolitana de São Paulo.

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Segundo o relatório de Estatísticas do Setor Externo do Banco Central, a movimentação de recursos apresentou os seguintes números entre janeiro e junho:

  • Gastos no exterior: US$ 12,61 bilhões movimentados por brasileiros.
  • Variação anual: alta de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
  • Histórico: maior volume registrado na série de transações correntes iniciada em 1995.

Trajetória do câmbio e entrada de capital

No primeiro semestre, a moeda norte-americana acumulou recuo expressivo de quase 7% frente ao real, sendo negociada perto da casa dos R$ 5,10 no encerramento de junho.

A autoridade monetária atribui o fortalecimento do real à entrada de dólares gerada pelas exportações brasileiras de petróleo em meio a incertezas geopolíticas no Oriente Médio, o que aumentou a oferta de divisas no mercado financeiro paulista.

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Impacto direto no turismo e câmbio em SP

A queda do câmbio gerou reflexos diretos no comportamento de consumo em São Paulo, com aumento de demanda em agências de turismo e em balcões de negociação de câmbio na capital.

Esse fluxo mais intenso refletiu na movimentação dos principais hubs aéreos do Estado, como o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Aeroporto de Viracopos, que centralizam grande parte das conexões para destinos na América do Sul, América do Norte e Europa.

Mês de junho e o saldo da conta de viagens

No último mês da metade do ano, a conta de viagens internacionais do Balanço de Pagamentos registrou os seguintes dados:

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  • Despesas de brasileiros fora do país: US$ 2,2 bilhões.
  • Despesas de estrangeiros no Brasil: US$ 800 milhões.
  • Déficit da conta no mês: US$ 1,4 bilhão.

Chegada de visitantes do exterior

Paralelamente ao crescimento das despesas no exterior, o fluxo de turistas internacionais no Brasil também apresentou expansão no primeiro semestre. Levantamentos da Embratur indicam que o desembarque aéreo de passageiros estrangeiros cresceu, impulsionado pela ampliação de rotas e frequências operadas por companhias aéreas internacionais nos aeroportos do país.