Lula reage a questionamentos e afirma que ‘não vai ter tarifaço’ dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

Fala ocorreu durante perguntas de jornalistas em evento em São José dos Campos (SP)

TCU faz duro alerta sobre dinheiro jogado em estatais e aponta risco de desvios milionários Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula se mostrou confiante de que Brasil não sofrerá novas sanções dos EUA (Crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13/7) que “não vai ter tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

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A resposta de Lula chama atenção sobretudo pela expectativa de um possível anuncio na quarta-feira (15/7) em que a Casa Branca deve confirmar se colocará em prática novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros.

Mesmo sem conceder entrevista coletiva aos jornalistas presentes, Lula respondeu ao questionamento da TV Vanguarda na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, no interior de SP.

Segundo o portal “G1”, o governo brasileiro informou que aguarda a decisão para definir uma eventual resposta à confirmação das novas tarifas e trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.

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Governo critica presença de Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA sobre novas tarifas ao Brasil

O governo Lula (PT), por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social na terça-feira (7/7), fez duras críticas ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), por sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.

Na nota, o governo acusa Flávio de “legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores” do Brasil.

“O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”, diz parte do comunicado.

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“O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”, completa a nota.

O governo diz ainda que enquanto Flávio “tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, setores do próprio governo brasileiro “mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”.