O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13/7) que “não vai ter tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A resposta de Lula chama atenção sobretudo pela expectativa de um possível anuncio na quarta-feira (15/7) em que a Casa Branca deve confirmar se colocará em prática novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros.
Mesmo sem conceder entrevista coletiva aos jornalistas presentes, Lula respondeu ao questionamento da TV Vanguarda na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, no interior de SP.
Segundo o portal “G1”, o governo brasileiro informou que aguarda a decisão para definir uma eventual resposta à confirmação das novas tarifas e trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.
Governo critica presença de Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA sobre novas tarifas ao Brasil
O governo Lula (PT), por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social na terça-feira (7/7), fez duras críticas ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), por sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.
Na nota, o governo acusa Flávio de “legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores” do Brasil.
“O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”, diz parte do comunicado.
“O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”, completa a nota.
O governo diz ainda que enquanto Flávio “tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, setores do próprio governo brasileiro “mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”.
