O governo Lula (PT), por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social nesta terça-feira (7/7), fez duras críticas ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), por sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.
Na nota, o governo acusa Flávio de “legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores” do Brasil.
“O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”, diz parte do comunicado.
“O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”, completa a nota.
O governo diz ainda que enquanto Flávio “tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, setores do próprio governo brasileiro “mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”.
Flávio pede que EUA evitem novas tarifas ao Brasil porque elas poderiam beneficiar Lula nas eleições
Flávio Bolsonaro (PL), discursou nesta terça-feira (7/7) por cerca de quatro minutos durante audiência pública nos Estados Unidos para falar sobre um possível novo tarifaço contra o Brasil.
Acompanhado de seu irmão Eduardo, deputado cassado que mora nos EUA, Flávio falou em inglês e afirmou que este momento é o ‘pior possível’ para novas tarifas contra o Brasil e que elas beneficiariam Lula (PT) nas eleições presidenciais deste ano.
“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão”, afirmou Flávio.
“Peço respeitosamente a este país: não imponham tarifas ao Brasil. Preservem o sucesso desta relação, cancelem essa medida e deixem que negociemos”, prosseguiu o senador.
“Acho que vocês estão usando as tarifas (…) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos”, completou.
