Estudantes interessados em financiar a graduação por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já podem se inscrever para o processo seletivo do segundo semestre de 2026. O prazo começa nesta terça-feira (14/7) e segue até sexta-feira (17/7).
As inscrições devem ser realizadas gratuitamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O resultado da chamada única será divulgado no dia 30 de julho.
Os candidatos pré-selecionados deverão complementar as informações entre os dias 31 de julho e 4 de agosto. Já a lista de espera será convocada entre 7 e 24 de setembro.
Quem pode se inscrever no Fies
O Fies é destinado a estudantes que desejam cursar o ensino superior em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), do Ministério da Educação (MEC).
Para participar do processo seletivo, é necessário:
- Ter participado do Enem a partir da edição de 2010;
- Ter obtido média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas;
- Não ter zerado a redação;
- Possuir renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos, equivalente a R$ 4.863 em 2026.
Como funciona o financiamento
O programa financia parte ou a totalidade das mensalidades do curso, conforme o perfil do estudante. Durante a graduação, o beneficiário paga apenas a coparticipação referente aos encargos não financiados.
Após a conclusão do curso, o saldo devedor passa a ser quitado de acordo com a renda do estudante, seguindo as regras do programa.
O financiamento é destinado prioritariamente a estudantes que ainda não concluíram um curso superior e que não tenham sido beneficiados anteriormente pelo Fies.
Mais de 44 mil vagas no segundo semestre
Segundo o Ministério da Educação, o Fies oferece mais de 112 mil vagas em todo o ano de 2026.
Desse total, 67.301 foram disponibilizadas no primeiro semestre e outras 44.867 estão reservadas para a seleção do segundo semestre.
Metade das vagas é destinada aos candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, equivalente a R$ 810,50 em 2026, desde que tenham inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
