O pedido da prefeita afastada de Araçariguama, no interior paulista, para voltar ao cargo foi negado pela Justiça, na quarta-feira. Lili Aymar foi afastada no último dia 18, por improbidade administrativa. O vice-prefeito João Batista Junior, o “Joca”, assumiu o cargo desde então.
O pedido para afastar Lili foi feito pelo Ministério Público, que alegou que o marido dela era quem realmente administrava a cidade. Carlos Aymar, ex-prefeito da cidade, foi preso suspeito de receber
propina.
De acordo com texto do pedido de afastamento, Lili permitiu e autorizou que seu marido, mesmo sem qualquer nomeação para cargo em comissão, tivesse um espaço no prédio da prefeitura. A Administração informou, por meio de nota, que o ex-prefeito não tinha e nunca teve sala exclusiva na sede.
CASO.
O juiz Roge Naim Tenn, da 1.ª Vara Cível de São Roque (SP), afastou a prefeita de Araçariguama, Liliana Aymar Bechara (PDT), a Lili. O magistrado acolheu pedido liminar do Ministério Público após o marido dela, Carlos Bechara, ser preso em flagrante por supostamente exigir R$ 2 milhões de uma empresária em troca de um alvará. A Promotoria pediu à Justiça a condenação de ambos por improbidade
administrativa.
Araçariguama, com cerca de 23 mil habitantes, fica a 54 quilômetros da capital
paulista.
Carlos Aymar já foi condenado em outra ação por improbidade, ficando inelegível até 2030.
Por isso, o Ministério Público (MP) estadual havia expedido recomendação administrativa à Liliana para que ‘doravante, sob pena de incorrer na prática de ato de improbidade administrativa se abstenha de permitir que seu esposo pratique qualquer ato de gestão do Município ou aja como representante deste sem que ocupe qualquer cargo público que o habilite a tanto, seja conduzindo reuniões, estabelecendo tratativas com fornecedores ou autoridades públicas, prolatando ordens a servidores públicos, etc., seja participando de eventos oficiais e discursando em nome da administração municipal’.
Segundo a Promotoria, as redes sociais de Carlos Aymar estavam repletas de registros de inaugurações de prédios públicos e reuniões com deputados estaduais e federais, nos quais ele dizia estar pedindo investimentos no
município. (GSP e EC)
