Desaparecidos em São Paulo podem ser identificados com apoio da coleta de DNA feita em familiares. Para participar, o responsável deve agendar o atendimento em um Instituto Médico-Legal (IML) do estado.
A iniciativa reúne o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica. A análise compara o perfil genético fornecido pela família com registros oficiais de pessoas desaparecidas e corpos sem identificação.
Como funciona a coleta de DNA
Material é retirado da mucosa da boca
A equipe coleta o material biológico na parte interna da boca. Para isso, utiliza um dispositivo semelhante a um cotonete.
Depois, a amostra segue para análise no Núcleo de Biologia e Bioquímica da Polícia Científica. O laboratório identifica o perfil genético do familiar.
Perfil genético passa por comparação
O perfil obtido pode ser incluído no Banco Nacional de Perfis Genéticos. O sistema permite comparar os dados com registros ligados a pessoas desaparecidas.
O banco também reúne materiais de corpos sem identificação. Quando ocorre uma correspondência, o resultado pode ajudar as autoridades a confirmar a identidade.
Quem pode participar da coleta
O serviço atende famílias com parentes desaparecidos há 30 dias ou mais. O participante precisa apresentar um documento de identificação com foto.
Também é necessário levar o boletim de ocorrência do desaparecimento. O documento relaciona a amostra ao caso investigado pela polícia. É possível utilizar o atendimento regular dos IMLs, desde que faça o agendamento.
Como agendar a coleta para desaparecidos
O pedido deve ser feito pelo site oficial da Polícia Científica de São Paulo. A página informa as unidades disponíveis e as orientações para o atendimento.
Agendamento para coleta de DNA da Polícia Científica de SP
O familiar deve conferir as instruções antes de comparecer ao local. Também é importante levar os documentos exigidos no dia marcado.
Trabalho ajuda na identificação
A coleta amplia as possibilidades de comparação entre familiares e materiais relacionados a casos de desaparecimento.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, mais de 14 mil pessoas desaparecidas foram localizadas no estado até julho de 2026. No mesmo período, cerca de 12 mil ocorrências foram registradas.
