A obra “A Caipirinha”, da modernista Tarsila do Amaral (1886-1973), foi arrematada por R$ 57 milhões, em um leilão realizado pela Bolsa de Arte, em São Paulo, na quinta-feira (17). A quantia torna a tela a obra brasileira mais cara já negociada em uma venda pública.
Em vendas diretas, outra obra de Tarsila, “A Lua”, detém o título de uma das brasileiras mais caras já negociadas. Adquirida pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), em 2019, estima-se que tenha sido negociada por US$ 20 milhões.
Considerada por Tarsila uma de suas melhores obras, “A Caipirinha” foi pintada em 1923, no período em que a artista viveu com Oswald de Andrade em Paris. O quadro foi disputado durante 15 minutos por três colecionadores e, após 19 lances, foi arrematado por um brasileiro ao superar em R$ 10 milhões o lance inicial.
Adquirida nos anos 1990 pelo empresário Salim Traufic Shahin, a obra foi penhorada pela Justiça para pagar dívidas do empresário, após sua empresa ser envolvida no escândalo da Lava Jato e falir. O filho de Salim, contudo, Carlos Eduardo Shahin, alega ter comprado o quadro do pai antes da penhora e entrou na Justiça para impedir a venda, o que foi negado em primeira e segunda instância. Ele está recorrendo e até que a Justiça resolva a questão em definitivo, os R$ 57 milhões pagos ficarão depositados em uma conta especial.
