Sem reserva privada, 60% dos trabalhadores vão depender apenas do INSS na velhice, aponta estudo

Custo de vida elevado na Região Metropolitana de São Paulo pressiona orçamento de famílias e força aposentados a manterem rotina de trabalho

Aposentadoria dicas (Foto_ Pavel Danilyuk_Pexels)

Segundo pesquisas da Anbima e da CNDL, seis em cada dez brasileiros dependem só do INSS na aposentadoria por falta de sobra no orçamento para investir / Pavel Danilyuk/Pexels

Um estudo realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), por meio do relatório Raio X do Investidor Brasileiro, aponta que seis em cada dez trabalhadores no país contam exclusivamente com o benefício do INSS para manter a renda na aposentadoria. O número marca o ponto mais alto de adesão à previdência pública dentro da série histórica do levantamento.

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A dependência do sistema público ocorre em paralelo à ausência de planejamento financeiro individual. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que 60% da população não constrói reservas próprias para o futuro, apontando o orçamento apertado e a oscilação da renda mensal como os principais motivos para a falta de investimentos.

Custo de vida na Grande SP comprime piso previdenciário

No Estado de São Paulo, onde a expectativa de vida da população atinge 78,7 anos, segundo a Fundação Seade, a dependência do benefício estatal encontra um desafio direto no custo de vida regional. O piso nacional pago pela Previdência Social fixa-se em um salário mínimo para a maioria dos beneficiários, valor que enfrenta forte perda de poder de compra na capital paulista e nos municípios do entorno.

Gastos com moradia, medicamentos contínuos e alimentação em áreas urbanas adensadas comprometem a fatia principal do benefício mensal. Como resultado da pressão sobre o orçamento, pesquisas da Serasa indicam que seis em cada dez aposentados no país precisam continuar no mercado de trabalho formal ou informal para quitar as despesas básicas do lar.

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Opções para diversificar a renda do futuro

Diante do cenário mapeado pelas pesquisas, técnicos e analistas de mercado reforçam que mitigar a dependência do INSS exige a criação de fontes paralelas de rendimento ao longo da trajetória profissional. A alocação de recursos em produtos de renda fixa, títulos do Tesouro Direto e planos de previdência privada é apontada pelas próprias entidades financeiras como o caminho ideal para criar uma proteção orçamentária para a velhice.