Um estudo realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), por meio do relatório Raio X do Investidor Brasileiro, aponta que seis em cada dez trabalhadores no país contam exclusivamente com o benefício do INSS para manter a renda na aposentadoria. O número marca o ponto mais alto de adesão à previdência pública dentro da série histórica do levantamento.
A dependência do sistema público ocorre em paralelo à ausência de planejamento financeiro individual. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que 60% da população não constrói reservas próprias para o futuro, apontando o orçamento apertado e a oscilação da renda mensal como os principais motivos para a falta de investimentos.
Custo de vida na Grande SP comprime piso previdenciário
No Estado de São Paulo, onde a expectativa de vida da população atinge 78,7 anos, segundo a Fundação Seade, a dependência do benefício estatal encontra um desafio direto no custo de vida regional. O piso nacional pago pela Previdência Social fixa-se em um salário mínimo para a maioria dos beneficiários, valor que enfrenta forte perda de poder de compra na capital paulista e nos municípios do entorno.
Gastos com moradia, medicamentos contínuos e alimentação em áreas urbanas adensadas comprometem a fatia principal do benefício mensal. Como resultado da pressão sobre o orçamento, pesquisas da Serasa indicam que seis em cada dez aposentados no país precisam continuar no mercado de trabalho formal ou informal para quitar as despesas básicas do lar.
Opções para diversificar a renda do futuro
Diante do cenário mapeado pelas pesquisas, técnicos e analistas de mercado reforçam que mitigar a dependência do INSS exige a criação de fontes paralelas de rendimento ao longo da trajetória profissional. A alocação de recursos em produtos de renda fixa, títulos do Tesouro Direto e planos de previdência privada é apontada pelas próprias entidades financeiras como o caminho ideal para criar uma proteção orçamentária para a velhice.





