As atividades relacionadas a minerais críticos e estratégicos empregaram 129.423 pessoas no Brasil em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 postos de trabalho da indústria extrativa mineral. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM), que lançou nesta quarta-feira (14/10) um portal com informações sobre o mercado de trabalho do setor.
Entre 2023 e 2025, o número de empregos ligados a esses minerais cresceu 8,6%. Do total de trabalhadores, 51.714 ocupavam postos que exigem mão de obra qualificada. Já os profissionais com ensino superior somavam 30.707, o equivalente a 14% dos empregos da indústria extrativa mineral brasileira.
As mulheres ocupavam 28.658 postos de trabalho, correspondentes a 22% dos empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos. Os homens representavam 78% do total, com 100.765 vínculos.
Pará e Minas Gerais tiveram mais empregos

O levantamento da ANM mostra que as vagas estão distribuídas por diferentes estados e municípios. Entre as cidades com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Em Parauapebas, 1.851 trabalhadores tinham ensino superior. Em Nova Lima, eram 4.776, enquanto Congonhas registrava 1.234 profissionais com essa escolaridade.
Remuneração varia conforme escolaridade
Os dados de 2025 também mostram diferenças na remuneração mediana conforme o nível de escolaridade. Trabalhadores com ensino fundamental recebiam R$ 3.218,08; os que tinham ensino médio, R$ 4.142,24; e os profissionais com ensino superior, R$ 11.856,16.
O portal da ANM permite consultar informações sobre empregos, remuneração, perfil dos trabalhadores e distribuição territorial por estado, município e substância mineral. Segundo a superintendente de Economia Mineral, Inara Barbosa, a plataforma reúne dados sobre as características do mercado de trabalho relacionado a essas atividades.
