O governo federal projeta arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão com o novo leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março, na B3, em São Paulo.
O valor corresponde a um fundo estimado de 62,5% sobre o lance mínimo fixado em R$ 932 milhões, segundo técnicos do Ministério de Portos e Aeroportos.
A quantia deverá ser paga à vista pela empresa vencedora da disputa e é vista como um dos principais indicadores de sucesso do certame, que tenta reposicionar o terminal fluminense após anos de dificuldades financeiras e queda no fluxo de passageiros.
As propostas devem ser entregues nesta segunda-feira (23/2), uma semana antes do leilão. Pelo menos seis grupos já demonstraram interesse, incluindo a atual operadora RIOgaleão, a suíça Zurich Airport e a espanhola Aena.
Além do valor inicial, o contrato prevê uma contribuição anual variável de 20% sobre a receita bruta do aeroporto, o que pode ampliar a arrecadação ao longo da concessão, válida até 2039.
Aeroporto busca atrair investidores
O governo aposta que mudanças no modelo de concessão tornaram o ativo mais atrativo. Entre as principais alterações estão:
- substituição da outorga fixa por pagamento variável conforme faturamento;
- redução de exigências de investimentos obrigatórios;
- transferência do controle total do aeroporto para a futura concessionária, com a saída da Infraero.
A estratégia faz parte de uma tentativa de reequilibrar concessões antigas consideradas deficitárias e aumentar a competitividade do leilão.
Além disso, a criação de um hub internacional da Gol Linhas Aéreas no local e o lançamento de uma nova rota direta entre a capital fluminense e Nova York (JFK), prevista para julho de 2026, devem ampliar a chegada de turistas ao Brasil e fortalecer o turismo internacional.
Terminal em recuperação
O Galeão registrou 17,5 milhões de passageiros em 2025 e a expectativa é superar a marca de 20 milhões nos próximos anos, impulsionado pela retomada do turismo e ampliação de rotas internacionais.
Para o governo, esse cenário reforça o potencial de valorização do ativo — e sustenta a expectativa de arrecadação bilionária já no leilão.
Apesar disso, especialistas apontam que riscos regulatórios e a concorrência com o aeroporto Santos Dumont ainda podem limitar o apetite dos investidores e reduzir o ágio final.
