Após a morte de Rick: relembre acidentes trágicos que tiraram a vida de Marília Mendonça e outros sertanejos

Cantores como Cristiano Araújo, João Paulo e Aleksandro perderam a vida durante viagens entre apresentações e deixaram carreiras interrompidas

Rick, Marília Mendonça e Cristiano Araújo estão entre os cantores sertanejos que morreram em acidentes durante viagens profissionais (Foto: Divulgação)

Rick, Marília Mendonça e Cristiano Araújo estão entre os cantores sertanejos que morreram em acidentes durante viagens profissionais (Foto: Divulgação)

Pouco antes da viagem que terminaria em tragédia, Rick havia cantado “Filha” durante uma festa de 15 anos em Sorriso, no Mato Grosso. O pai da aniversariante preparou uma surpresa enquanto o sertanejo interpretava a música. Depois do acidente, o registro daquele encontro passou a circular como uma das últimas imagens mais recentes do artista no palco.

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Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido nacionalmente como Rick, morreu aos 59 anos na queda de um helicóptero em Santa Catarina. A aeronave partiu de Porto Belo com destino a São Joaquim em 21 de setembro de 2026. Equipes de resgate localizaram os destroços no dia seguinte, na região de Vacas Gordas, em Urubici. As cinco pessoas que estavam a bordo morreram.

A morte do cantor acrescentou outro episódio a uma lista dolorosa para a música sertaneja. Ao longo das últimas décadas, acidentes aéreos e rodoviários interromperam carreiras em diferentes momentos. Marília Mendonça, Cristiano Araújo, João Paulo e Aleksandro estavam entre os artistas que viajavam para apresentações ou retornavam de compromissos profissionais quando morreram.

Rick construiu uma carreira como cantor e compositor

Antes de alcançar projeção ao lado de Renner, Rick começou a cantar com a irmã Dalva, na dupla Sereno & Serenata. Anos depois, a parceria com Renner ganhou espaço no sertanejo romântico e levou aos palcos músicas como “Nos Bares da Cidade”, “Filha” e “Só Pensando em Você”.

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O trabalho de Rick também avançou nos bastidores. Como compositor, ele escreveu canções gravadas por artistas como Chitãozinho & Xororó, João Paulo & Daniel, Leandro & Leonardo e Cleiton & Camargo. Essa atuação ajudou a ampliar sua presença no gênero para além da discografia da própria dupla.

Mesmo após pausas na parceria, Rick e Renner retomaram os trabalhos e continuaram se apresentando pelo país. A morte do cantor ocorreu enquanto ele permanecia em atividade, cumpria compromissos profissionais e mantinha contato frequente com o público.

Marília Mendonça morreu aos 26 anos

Em 5 de novembro de 2021, Marília Mendonça viajava para um show em Caratinga, Minas Gerais, quando o avião em que estava caiu nas proximidades do município. A cantora e outras quatro pessoas morreram no acidente.

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Aos 26 anos, Marília já ocupava uma posição central no sertanejo brasileiro. Suas composições ampliaram o espaço das mulheres no gênero e levaram histórias sobre términos, infidelidade e reconstrução emocional ao topo das plataformas digitais.

Publicações feitas pela própria artista antes do embarque mostravam a rotina de mais uma viagem de trabalho. A proximidade entre aqueles registros e a confirmação da morte aumentou a repercussão do caso, que mobilizou fãs em todo o país.

Cristiano Araújo voltava de uma apresentação

Cristiano Araújo morreu em 24 de junho de 2015, depois que o carro em que viajava saiu da pista na BR-153, entre Goiatuba e Morrinhos, em Goiás. O cantor retornava de um show e estava acompanhado da namorada, Allana Moraes, que também morreu.

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Com 29 anos, Cristiano atravessava um dos momentos mais importantes da carreira. O repertório ganhava espaço nas rádios, a agenda de apresentações crescia e o cantor se firmava entre os principais nomes de sua geração.

A morte provocou grande mobilização em Goiás e repercutiu nacionalmente. Milhares de pessoas acompanharam as homenagens, enquanto músicas como “Maus Bocados” e “É com Ela que Eu Estou” voltaram às paradas.

Gabriel Diniz morreu no auge do hit “Jenifer”

Dois anos antes, outro acidente aéreo interrompeu uma carreira em ascensão. Gabriel Diniz morreu aos 28 anos em 27 de maio de 2019, quando a aeronave em que viajava caiu na região do povoado Porto do Mato, em Estância, no litoral sul de Sergipe. Os dois pilotos também morreram.

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O cantor havia se apresentado em Feira de Santana, na Bahia, e seguia para Maceió, onde pretendia encontrar a família. Gabriel vivia o período de maior exposição de sua carreira depois de transformar “Jenifer” em um dos principais sucessos do Carnaval daquele ano.

João Paulo morreu na Rodovia dos Bandeirantes

Uma das perdas mais lembradas do sertanejo ocorreu na madrugada de 12 de setembro de 1997. João Paulo morreu aos 37 anos em um acidente na Rodovia dos Bandeirantes, nas proximidades de Franco da Rocha, em São Paulo.

O cantor retornava de uma apresentação realizada em São Caetano do Sul. Na época, a dupla João Paulo & Daniel vivia uma fase de ampla popularidade e acumulava sucessos nas rádios e na televisão.

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Daniel seguiu carreira solo, mas preservou a memória do parceiro em entrevistas, apresentações e projetos especiais. As canções gravadas pela dupla continuaram presentes no repertório do cantor e mantiveram João Paulo ligado à história do sertanejo romântico.

Acidente com ônibus matou Aleksandro

Em 7 de maio de 2022, o ônibus que transportava a equipe da dupla Conrado & Aleksandro sofreu um acidente na Rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu, no interior paulista. Seis pessoas morreram, entre elas o cantor Aleksandro.

Conrado sobreviveu, mas sofreu ferimentos graves e permaneceu internado. O grupo viajava para cumprir compromissos profissionais quando ocorreu o acidente.

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Jonas Rocha morreu nove dias antes de Rick

Na madrugada de 12 de setembro de 2026, Jonas Rocha morreu aos 38 anos depois que o carro que dirigia bateu contra um poste, na Avenida John Boyd Dunlop, em Campinas, no interior de São Paulo.

Um passageiro que estava no veículo sofreu ferimentos leves e recebeu atendimento médico. Jonas morreu no local. Conhecido pelas apresentações na região de Campinas, o cantor também publicava nas redes sociais interpretações de músicas de artistas como Gusttavo Lima e Eduardo Costa. As causas da colisão permaneciam sob investigação.

As mortes desses artistas têm circunstâncias próprias e pertencem a períodos diferentes da música brasileira. Em comum, revelam uma parte pouco visível da profissão: a sucessão de viagens que sustenta inúmeros calendários de shows em cidades distantes. No caso de Rick, a imagem recente cantando “Filha” preserva justamente aquilo que definiu sua trajetória durante décadas: a forte presença de palco, carísma e a proximidade com o público.