Tarcísio já gastou 88% do teto de campanha em SP; Haddad usou 46% e veja onde está o dinheiro

Dados do DivulgaCand, do TSE, mostram que as campanhas concentram despesas em comunicação, marketing, produção audiovisual e serviços jurídicos

Haddad, Tarcísio e outros concorrentes têm compromissos de campanha previstos em diferentes cidades nesta quarta.

Tarcísio já gastou 88% do teto de campanha em SP, enquanto Haddad declarou 46% do limite eleitoral /Lula Marques/Valter Campanato/Agência Brasil

As campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) apresentam uma diferença significativa no volume de despesas declaradas para a disputa pelo governo de São Paulo. Até esta segunda-feira (21/9), Tarcísio informou ter gasto R$ 23,7 milhões, o equivalente a 88% do limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para o primeiro turno.

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Haddad, por sua vez, declarou R$ 12,3 milhões em despesas, correspondentes a 46% do teto. Os dados constam do DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e fazem parte da prestação parcial de contas das candidaturas.

Para o primeiro turno, o TSE estabeleceu um limite de R$ 26.683.209,24 para cada candidato ao governo paulista. Caso haja segundo turno, cada concorrente poderá gastar mais R$ 13.341.604,62.

Apesar da diferença no total desembolsado, as duas campanhas concentram parte relevante dos recursos em comunicação, marketing eleitoral e produção de conteúdo para televisão, rádio e internet.

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Onde Tarcísio gastou

A campanha de Tarcísio distribuiu os R$ 23,7 milhões declarados entre 53 empresas e pessoas físicas. A maior despesa individual foi de R$ 4,5 milhões com a PLTK Comunicação Estratégica, especializada em comunicação política.

Outros R$ 7,8 milhões foram destinados a três empresas relacionadas à comunicação, ao marketing e à produção audiovisual: D. P. Malachias – Filmes, com R$ 3,8 milhões; Connect Filmes – Produção de Filmes e Publicidade, com R$ 3,5 milhões; e Estúdio 9 Produções Audiovisuais, com R$ 468,6 mil.

A prestação de contas também registra R$ 3,7 milhões em despesas jurídicas. Desse montante, R$ 3 milhões foram destinados ao escritório Malheiros, Penteado e Toledo. Outros R$ 500 mil foram pagos a Flávio Britto & Cristiane Britto e R$ 200 mil, a Vita Porto.

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Na área digital, a campanha declarou R$ 2,38 milhões em promoção de conteúdo. A maior parte, R$ 2,079 milhões, foi paga à DLocal para impulsionamento. Outros R$ 300 mil foram destinados ao Facebook.

Também aparecem nas contas R$ 650 mil em transporte aéreo, sendo R$ 400 mil para a SPAIR – Táxi Aéreo e R$ 250 mil para a Líder Táxi Aéreo.

Haddad concentra mais da metade em uma empresa

A campanha de Haddad declarou R$ 12,3 milhões em despesas, distribuídas entre 24 empresas.

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Mais da metade desse valor está concentrada em uma única fornecedora: a Urissanê Comunicação Ltda., que recebeu R$ 6,5 milhões para produção de programas de rádio, televisão ou internet.

A campanha também destinou R$ 1,32 milhão ao Facebook para impulsionamento de conteúdo e outros R$ 1 milhão à MCA Produções Artísticas, por serviços relacionados à produção de programas e comunicação e planejamento de marketing político.

Os serviços jurídicos somaram R$ 1,89 milhão, pagos a sete empresas. Entre elas estão Bertoni Soares Advogados, com R$ 715 mil, e Silveira Andrade Advogados, que recebeu R$ 640 mil.

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Outra despesa registrada foi de R$ 300 mil com segurança e prevenção, repressão e combate à violência política, paga à DG Serviços de Vigilância.

De onde vêm os recursos de Haddad

Além das despesas, a prestação parcial mostra que o diretório nacional do PT é responsável por 94,58% dos recursos recebidos pela campanha de Haddad, segundo os dados do DivulgaCand.

Informações publicadas pelo jornal O Globo apontaram ainda que a campanha teria sofrido um corte de verbas do diretório nacional do partido.

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As prestações de contas referentes ao primeiro turno deverão ser encaminhadas à Justiça Eleitoral entre 5 de outubro e 3 de novembro.

No caso de um eventual segundo turno, o prazo será de 26 de outubro a 14 de novembro. Candidatos eleitos que não apresentarem as contas e permanecerem omissos ficam impedidos de ser diplomados até a regularização.