Muitos artistas adotam rituais peculiares para acalmar os nervos ou atrair sorte antes de entrar em cena. No entanto, a atriz britânica Rachael Stirling, de 49 anos, supera qualquer excentricidade comum dos palcos.
Em sua nova biografia, intitulada All About My Mother, ela admite que consome “um grão ou dois” das cinzas de sua falecida mãe, a icônica atriz Diana Rigg, antes da noite de estreia de cada espetáculo.
O ‘superpoder’ por trás do ritual bizarro
Embora a revelação choque o público, Stirling encara o hábito com total naturalidade. De acordo com a obra, a ingestão funciona como um escudo emocional para a atriz.
Ela escreve que a presença materna a protege, envolve e blinda, e define Diana Rigg como seu verdadeiro “superpoder” nos palcos.
Além disso, a relação entre as duas sempre carregou uma enorme força dramática. Diana Rigg, famosa por brilhar em produções como Game of Thrones, The Avengers e como Bond Girl ao lado de George Lazenby, morreu em setembro de 2020, aos 82 anos, em decorrência de um câncer.
Pouco antes de morrer, durante a crise da Covid-19, Stirling chegou a invadir o hospital para resgatar a mãe, após falhas no sistema de saúde que deixaram a idosa sem assistência alimentar. Rigg passou seus últimos meses de vida em casa, junto à sua família.

Comer cinzas humanas faz mal? Entenda os riscos para a saúde
Apesar do valor sentimental do ritual de Stirling, a ciência faz um alerta definitivo: ingerir cinzas de cremação traz graves perigos para o organismo.
Especialistas em saúde desaconselham fortemente essa prática, pois o processo de incineração deixa resíduos químicos e metais pesados altamente nocivos nas cinzas.
Consequentemente, embora engolir pequenas quantidades acidentais geralmente não cause envenenamento imediato, o hábito intencional de consumir cinzas humanas pode gerar um acúmulo tóxico perigoso no corpo ao longo do tempo.
Portanto, para quem busca proteger a saúde física, a medicina recomenda manter as memórias dos entes queridos apenas no plano emocional e bem longe do cardápio.
