Bonde do centro de SP terá 17,6 km de percurso, 37 paradas e vai retirar 2,8 km de vagas de estacionamento; veja onde haverá trilhos

Projeto prevê dois circuitos no Centro Histórico, com 37 paradas e mudanças no trânsito e no estacionamento de algumas vias

Ilustração tridimensional (render 3D) de projeto arquitetônico para a Praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo. Em primeiro plano, observa-se um cruzamento viário revitalizado com amplas faixas de pedestres, ciclovia sinalizada em vermelho e um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de cor verde trafegando em faixa própria. Ao fundo, destaca-se o Monumento a Caxias (estátua equestre) cercado por arborização densa, palmeiras e torres altas de edifícios modernos de fachada clara e envidraçada sob iluminação diurna.

Projeto do VLT prevê dois circuitos no Centro de São Paulo, com 37 paradas e passagem por vias como Avenida Ipiranga e Rua José Paulino - Divulgação/SP Urbanismo

O projeto do novo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Centro de São Paulo prevê dois circuitos e 37 paradas distribuídas pela região central.

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Os trajetos foram planejados para conectar áreas de comércio, serviços, turismo e pontos de integração com outros meios de transporte.

Chamado de Bonde São Paulo, o sistema será dividido em duas linhas: o Circuito Azul (Linha Jequitibá), e o Circuito Vermelho (Linha Sibipiruna).

O primeiro terá um percurso circular pela região central, enquanto o segundo fará a ligação entre a região da Luz e o Bom Retiro.

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Além de mudar a circulação de passageiros, a implantação dos trilhos também deverá alterar a configuração de algumas ruas, com retirada de vagas de estacionamento e adaptações no trânsito.

Onde vai passar o VLT do Centro?

O Circuito Azul será o maior dos dois trajetos e terá aproximadamente 11,7 quilômetros. A linha foi planejada para circular pela chamada rótula central, passando por algumas das principais vias e pontos da região.

No sentido horário, o percurso começa na Praça da República, segue pelos seguintes trecho:

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  • avenida Ipiranga,
  • avenida São João,
  • Vale do Anhangabaú,
  • avenida Prestes Maia,
  • rua Carlos de Souza Nazaré,
  • avenida Mercúrio,
  • rua da Figueira,
  • Viaduto Novo,
  • avenida Rangel Pestana,
  • Praça da Sé,
  • Praça Dr. João Mendes,
  • Viaduto Dona Paulina,
  • Viaduto Jacareí,
  • Viaduto Nove de Julho e
  • rua da Consolação, antes de retornar à avenida Ipiranga.

Já no sentido anti-horário, o trajeto percorre parte das mesmas vias, mas em direção oposta e com algumas alterações.

  • avenida Ipiranga,
  • rua da Consolação,
  • Viaduto Nove de Julho,
  • Viaduto Jacareí,
  • Viaduto Dona Paulina,
  • Praça Dr. João Mendes,
  • rua Anita Garibaldi,
  • avenida Rangel Pestana,
  • Viaduto Novo,
  • rua da Figueira,
  • avenida Mercúrio,
  • avenida Senador Queiroz,
  • avenida Prestes Maia,
  • Vale do Anhangabaú,
  • avenida São João,
  • Largo do Paissandu e novamente
  • avenida Ipiranga.

Ao todo, o Circuito Azul terá 24 paradas.

VLT também vai passar pelo Bom Retiro

O segundo trajeto será o Circuito Vermelho, também chamado de Linha Sibipiruna. Com cerca de 5,9 quilômetros, a linha terá sentido único e ligará a região da Estação da Luz ao Bom Retiro.

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O percurso inclui vias importantes para o comércio do bairro, principalmente a rua José Paulino, conhecida pela concentração de lojas de roupas e confecções.

Os trilhos estão previstos para passar pelas seguintes ruas e avenidas:

  • rua José Paulino;
  • rua Prates;
  • rua Mamoré;
  • rua Sólon;
  • rua do Areal;
  • rua Matarazzo;
  • rua Mauá;
  • avenida Cásper Líbero;
  • rua Antônio de Godoi;
  • avenida São João;
  • avenida Duque de Caxias;
  • Viaduto General Couto de Magalhães.

O circuito terá 13 paradas.

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Somados, os dois trajetos terão 37 pontos de parada para embarque e desembarque de passageiros.

Quais ruas terão mudanças no trânsito?

A implantação do VLT também deverá provocar alterações na circulação de veículos, principalmente no Bom Retiro.

No Circuito Vermelho, cerca de 2,8 quilômetros de faixas atualmente destinadas ao estacionamento de veículos deverão ser retirados para a implantação da estrutura permanente dos trilhos.

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A rua José Paulino deverá perder cerca de 900 metros de faixa de estacionamento.

Na rua Prates, a redução prevista é de aproximadamente 700 metros. A rua Mamoré terá cerca de 400 metros afetados, enquanto a rua Sólon deverá perder aproximadamente 200 metros de faixa destinada ao estacionamento.

As mudanças não ficarão restritas ao Bom Retiro. Em trechos do Circuito Azul, o VLT deverá circular em sentido contrário ao fluxo dos carros, o que exigirá alterações na sinalização e na operação do trânsito.

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Entre as vias que deverão receber adequações estão a avenida Ipiranga e a rua da Consolação.

Como será o embarque no VLT?

O projeto também prevê um sistema de embarque sem catracas físicas nas paradas.

O passageiro deverá validar o Bilhete Único em equipamentos instalados nas estações ou dentro do próprio veículo. A fiscalização será feita por meio de abordagens e verificações durante as viagens.

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Outra característica prevista é a ausência de fios elétricos suspensos sobre os trilhos. O sistema deverá utilizar tecnologias de alimentação pelo solo e baterias para reduzir a necessidade de cabos aéreos, uma solução especialmente relevante para a região histórica do Centro.

As paradas também deverão contar com estruturas voltadas ao conforto dos passageiros, incluindo nebulização de água, painéis solares, carregadores de celular e bebedouros.

Com os dois circuitos, a proposta é criar uma rede de circulação interna pelo Centro, conectando áreas de comércio, turismo e transporte público.

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O traçado também deve alterar a rotina de motoristas e comerciantes nas ruas que receberão os trilhos.