Seu CPF pode estar à venda na dark web; pesquisa revela quanto criminosos pagam por dados de brasileiros

Levantamento aponta ainda que 82% dos brasileiros já compartilharam o nome completo na internet

Relatórios internacionais apontam crescimento de bloqueios e restrições ao acesso à internet em diversos países (Foto: Freepik)

37% dos brasileiros entrevistados afirmam ter medo de que informações pessoais estejam circulando na internet sem conhecimento/Freepik

Dados pessoais de brasileiros estão sendo comercializados na dark web por valores que podem começar em cerca de R$ 26. A informação faz parte de um levantamento da NordVPN divulgado neste mês, que mostra como informações pessoais, contas digitais e dados financeiros podem despertar o interesse de criminosos.

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Segundo a pesquisa, cartões de pagamento roubados têm preço mediano de US$ 13 (cerca de R$ 67), enquanto um pacote completo de informações pessoais, conhecido como “fullz”, chega a US$ 40 (R$ 208). Esse tipo de conjunto pode reunir nome, data de nascimento, endereço e dados de cartões.

Ao mesmo tempo, 37% dos brasileiros entrevistados afirmam ter medo de que informações pessoais estejam circulando na internet sem conhecimento.

Contas digitais também são comercializadas

Os preços variam conforme o tipo de informação. Acessos a contas do Telegram custam cerca de US$ 12 (R$ 62), enquanto os do TikTok chegam a US$ 60 (R$ 312). Já perfis da Netflix são vendidos por menos de US$ 5 (R$ 26).

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Os valores mais altos aparecem em contas financeiras. Acessos comprometidos da Wise chegam a US$ 899 (R$ 4,7 mil), enquanto os da Revolut ultrapassam US$ 1.700 (R$ 8,8 mil).

Para a NordVPN, os números mostram que criminosos não estão interessados apenas em documentos e dados bancários. Informações ligadas ao cotidiano digital, como e-mails, redes sociais e serviços de streaming, também podem ter valor.

Brasileiros compartilham cada vez mais informações

O levantamento aponta ainda que 82% dos brasileiros já compartilharam o nome completo na internet, enquanto 78% divulgaram a data de nascimento. Outros 63% afirmam ter publicado o endereço residencial e o status de relacionamento.

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O CPF também aparece entre os dados compartilhados: 51% dos entrevistados disseram já ter divulgado o documento online. Além disso, 21% afirmaram ter compartilhado informações bancárias.

A exposição gera arrependimento para 21% dos brasileiros, quase o dobro da média global. O estudo ouviu 1.003 brasileiros entre 18 e 74 anos, dentro de uma pesquisa com mais de 20 mil usuários de internet em 20 países.

7 dicas para proteger seus dados e evitar golpes na internet

Com dados pessoais sendo comercializados na internet, adotar alguns cuidados pode ajudar a reduzir o risco de golpes, invasões e uso indevido de informações. Veja sete medidas importantes:

  1. Crie senhas fortes e diferentes
    Evite usar a mesma senha em vários serviços. Prefira combinações longas e difíceis de adivinhar.
  2. Ative a autenticação em dois fatores
    O recurso adiciona uma camada extra de segurança e dificulta o acesso de criminosos mesmo quando uma senha é descoberta.
  3. Não compartilhe dados sem necessidade
    Evite publicar CPF, endereço, telefone, data de nascimento e informações bancárias em redes sociais ou sites desconhecidos.
  4. Desconfie de links e mensagens
    Antes de clicar em um link, confira quem enviou a mensagem e o endereço do site. Golpistas costumam usar falsas promoções, cobranças e avisos urgentes para conseguir informações.
  5. Mantenha celular e aplicativos atualizados
    As atualizações geralmente incluem correções de falhas de segurança que podem ser exploradas por criminosos.
  6. Tenha cuidado em redes Wi-Fi públicas
    Evite acessar bancos e outros serviços que exigem informações sensíveis quando estiver conectado a redes abertas ou desconhecidas.
  7. Monitore suas contas e acessos
    Fique atento a movimentações bancárias, compras e notificações de login que você não reconhece. Ao identificar algo suspeito, troque a senha imediatamente e entre em contato com o serviço.