Casa de quatro andares onde Pelé viveu últimos anos tinha elevador, mirante e piscina; imóvel ficou para a viúva após a morte do jogador

Imóvel com vista para o mar foi adaptado para facilitar a locomoção do Rei do Futebol e ficou para Márcia Aoki após sua morte

Casa de quatro andares onde Pelé viveu últimos anos tinha elevador, mirante e piscina; imóvel ficou para a viúva após a morte do jogador (13)

Casa fica dentro de um condomínio fechado em Guarujá, no Litoral Paulista | Foto: Redes Sociais/Reprodução

Com vista para o mar e uma estrutura pensada para facilitar a locomoção, a casa de Pelé dentro de um condomínio fechado em Guarujá, no Litoral Paulista, reunia características de uma residência de luxo e adaptações para atender às necessidades do Rei do Futebol nos últimos anos de vida. Construído em um morro dentro de um condomínio, o imóvel tinha quatro pavimentos e contava com elevador.

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A área externa incluía piscinas, um mirante e uma escada que atravessava a vegetação até as pedras próximas ao mar. A decoração, descrita como relativamente simples, reunia objetos que contavam a trajetória do ex-jogador, como uma estátua de bronze, troféus, medalhas, camisas autografadas e fotografias da família.

Trajetória de Pelé no futebol

Além de receber parentes e amigos, a residência também servia como cenário para gravações e entrevistas. Os terraços e a varanda permitiam contemplar a paisagem, enquanto os espaços internos abrigavam as lembranças da carreira do atleta.

Por que a casa de Pelé foi adaptada

Após passar por cirurgias no quadril, Pelé enfrentou dificuldades de mobilidade e, nos últimos anos de vida, passou a utilizar muletas e cadeira de rodas. A instalação de um elevador permitia que ele circulasse entre os quatro pavimentos sem depender das escadas.

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A residência também contava com espaços destinados à fisioterapia e aos cuidados médicos. 

O que aconteceu com a casa após a morte de Pelé

Pelé deixou o imóvel para a esposa, Márcia Aoki, por meio de testamento. Em agosto de 2024, ela se mudou para um apartamento, após relatar que se sentia sozinha na residência e que os custos de manutenção eram elevados.

Na época da mudança, a casa ainda fazia parte do inventário do ex-jogador. A transferência formal do imóvel para Márcia dependia da conclusão do processo judicial.

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Relembre carreira de Pelé

Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, é considerado o maior jogador da história do futebol, e recebeu o título de Atleta do Século em 1981. O reconhecimento foi promovido pelo jornal francês “L’Equipe”, mas a admiração já era mantida por milhares de pessoas em todo o mundo.

Pelé nasceu na cidade mineira de Três Corações. É filho de Celeste e de João Ramos do Nascimento, que também foi jogador de futebol no sul de Minas Gerais e ficou conhecido como Dondinho. Foi ao pai que o futuro Rei do Futebol manifestou desde criança a vontade de ser jogador. À época, ele sempre assistia às partidas de Dondinho ao lado do tio, Jorge, seu parceiro inseparável.

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O apelido que o tornou conhecido mundialmente surgiu de um episódio relacionado a um goleiro, que era amigo de Dondinho. Ao assistir ao pai durante um jogo em 1943, Pelé se impressionou com as defesas do goleiro e gritava “Boa, Bilé”. Na ocasião, algumas pessoas o chamaram de “Bilé”, mas as crianças acabaram entendendo o apelido como “Pelé”.

Busca pelo estrelato nos gramados

A família decidiu se mudar para a cidade de Bauru, no interior paulista, em 1945. Aos dez anos, Pelé já jogava em times infanto-juvenis da região como: Canto do Rio, Ameriquinha e Baquinhos. Mais tarde, o pai decidiu que o filho poderia montar um time próprio e criou o Sete de Setembro. No início, a então nova equipe precisou vender produtos em entradas de cinema e praças para comprar materiais como bolas e uniformes. Pelé chegou a trabalhar também como engraxate.

Pelé foi descoberto aos 11 anos pelo jogador Waldemar de Brito, que o convidou para jogar no Bauru Atlético Clube. Foi também Waldemar que o apresentou à Vila Belmiro no dia 8 de agosto de 1956 dizendo: “Esse menino vai ser o melhor jogador de futebol do mundo”. Começava então a carreira de Pelé no Santos F.C., estreando em um jogo amistoso contra o Corinthians de Santo André no qual Pelé marcou um gol e terminou com o placar de 7×1 para o Peixe.

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Já aos 16 anos, o craque participou de um torneio de quatro equipes europeias e brasileiras. Pelé integrou um time que combinava jogadores do Santos e do Vasco da Gama e marcou três gols em uma das partidas. 

Pelé se tornou um dos melhores jogadores do mundo

A consagração do talento incomparável de Pelé veio na Copa do Mundo da Suécia, em 1958, na qual a seleção brasileira foi pela primeira vez campeã mundial com seis gols do Rei. Aliás, foi em 1961 que a imprensa francesa o apelidou com esse adjetivo majestoso, destacando as jogadas que foram criadas e aperfeiçoadas por ele como o chute a gol do meio do campo, a paradinha na cobrança de pênalti, o drible sem bola no goleiro e a tabela nas pernas do adversário.

Na Copa do Chile, em 1962, o craque sofreu uma distensão muscular em uma partida contra a Checoslováquia, o que o obrigou a deixar o torneio, no qual Garrincha teve grande destaque.

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Pelé também jogou na Copa da Inglaterra, em 1966. Naquele mesmo ano, casou-se com Rosemeri Cholbi com quem teve três filhos: Kelly Cristina, Edson (Edinho) e Jennifer.

Em 1969, o talento de Pelé era tamanho que chegou a ajudar a interromper um conflito em meio à guerra civil no Congo Belga, quando os combatentes rivais decidiram dar uma trégua nas batalhas para que o craque e a equipe do Santos F.C. pudessem passar com segurança pela região entre Kinshasa e Brazzaville. No ano seguinte, na Copa do México, Pelé estava junto aos demais brasileiros que trouxeram para casa a taça Jules Rimet para casa.

Em sua partida de número 909, Pelé registrou mais um feito de destaque quando marcou seu milésimo gol no dia 19 de novembro de 1969, às 23h11, na disputa do Santos contra a o Vasco da Gama, que terminou com o placar 2×1 para a equipe da Baixada. Naquela ocasião, ao falar para repórteres, o jogador disse: “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”. Em seguida, ele vestiu uma camisa com o número 1000 e deu a volta olímpica no Maracanã.

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Ao longo de sua história, Pelé jogou pela seleção brasileira em 115 partidas, sendo 92 oficiais, e tendo marcado no total 103 gols. A última partida junto à seleção foi em 18 de julho de 1971, que terminou com o placar de 2 a 2 contra a Iugoslávia.