Um dos títulos mais conhecidos do balé clássico mundial chega a São Paulo em novembro. Nos dias 9 e 10, às 20h, o Ballet Clássico de São Petersburgo apresenta “A Bela Adormecida” pela primeira vez no Brasil, em duas únicas sessões no Teatro Liberdade, na capital paulista.
Com música de Piotr Ilitch Tchaikovsky e coreografia baseada na versão original de Marius Petipa, o espetáculo reúne o corpo de baile da companhia e solistas convidados ligados ao Ballet Bolshoi de Moscou, ao Ballet Mariinsky e ao Teatro Stanislavsky. Os ingressos custam de R$ 100 a R$ 430 e estão à venda através da plataforma Sympla e na bilheteria do teatro.
A escolha da obra tem uma ligação direta com a trajetória da companhia e com a história da dança russa. “A Bela Adormecida” estreou em janeiro de 1890 no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, então um dos centros da vida cultural da Rússia imperial.
O balé foi criado a partir da música de Tchaikovsky e de um libreto de Ivan Vsevolozhsky e Marius Petipa, inspirado no conto de Charles Perrault. Mais de 130 anos depois, a obra permanece entre os títulos fundamentais do repertório clássico.
Na partitura, Tchaikovsky dá forma musical ao universo da princesa Aurora, da fada Carabosse, da Fada Lilás e do príncipe Désiré.
Na coreografia, Petipa transforma o conto de fadas em uma composição que exige precisão técnica, musicalidade e domínio dos movimentos de todo o elenco. A combinação entre música e dança ajudou a estabelecer características que ainda marcam o balé clássico.
Conheça a história de ‘A Bela Adormecida’
A trama começa durante o batizado da princesa Aurora. Furiosa por não ter sido convidada para a celebração, a fada Carabosse lança uma maldição: ao completar 16 anos, a jovem espetará o dedo em um fuso e morrerá.
A Fada Lilás, porém, intervém e modifica o destino da princesa. Ao invés de morrer, Aurora cairá em um sono profundo, do qual poderá despertar com o beijo de um príncipe.
Além da narrativa fantástica, a obra é conhecida pelas exigências técnicas impostas aos bailarinos. Um dos momentos mais emblemáticos é o Adágio da Rosa, no primeiro ato, quando Aurora é apresentada a quatro príncipes que disputam sua mão.
A sequência exige que a intérprete combine expressividade e musicalidade com uma série de equilíbrios delicados na ponta dos pés, diante dos pretendentes. Ao longo de mais de um século, o trecho se tornou uma referência para avaliar a maturidade técnica e artística das bailarinas que interpretam a personagem.
A montagem do Ballet Clássico de São Petersburgo mantém a tradição acadêmica associada à obra e à escola russa de balé. Sob a direção de Kirill Safin, a companhia circula internacionalmente com títulos centrais do repertório clássico, reunindo bailarinos formados nessa linguagem e valorizando a precisão técnica, a musicalidade e o trabalho de conjunto.
Participação de solistas convidados
Nas apresentações paulistanas, a participação de solistas convidados ligados ao Bolshoi de Moscou, ao Mariinsky e ao Stanislavsky aproxima artistas de três importantes instituições da dança russa em um mesmo palco. O encontro também destaca a tradição interpretativa que fez de “A Bela Adormecida” uma referência para diferentes gerações de bailarinos.
Com sua combinação de fantasia, virtuosismo e música de Tchaikovsky, o espetáculo leva ao Teatro Liberdade uma obra cuja história está diretamente ligada à cidade de origem da companhia.
Em novembro, o público brasileiro poderá acompanhar uma montagem de um dos pilares do balé clássico pelas mãos de artistas ligados à tradição de São Petersburgo.
Serviço – ‘A Bela Adormecida’
- Quando? 9 e 10 de novembro, às 20h
- Onde? Teatro Liberdade – Rua São Joaquim, 129 – Liberdade – São Paulo
- Duração: 120 minutos + 15 minutos de intervalo
- Quanto? A partir de R$ 100 (meia)
- Classificação indicativa: Livre
