Estudos feitos ao longo dos anos já alertavam que a privação extrema de sono está diretamente ligada ao aumento e ganho de peso, além de outros problemas de saúde. Uma nova pesquisa revela, porém, quais os impactos gerados por pequenas reduções na duração do sono.
Em nova análise divulgada pela Annals of Internal Medicine, há a descoberta de que uma redução diária de apenas 80 minutos no sono, mantida por seis semanas, está associada a efeitos mensuráveis, como ganho de peso, aumento do tempo de sedentarismo e, consequentemente, maior risco de doenças crônicas.
Pode ser considerada uma alteração quase mínima, inclusive comum na rotina, como aquele tempinho a mais nas redes sociais, terminando um filme ou série, jogando videogame ou mesmo lendo um livro.
O resultado foi compartilhado por pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, que acompanharam 95 adultos com mais de 20 anos e que costumavam dormir, pelo menos, sete horas por noite.
A princípio, eles reduziram 80 minutos do tempo de sono dos participantes no período de seis semanas, enquanto monitoravam continuamente o descanso e nível de atividade física por meio de um dispositivo usado no pulso.
O peso corporal e os níveis dos hormônios relacionados ao apetite também foram acompanhados. Em seguida, os voluntários voltaram à rotina normal de sono por mais seis semanas monitoradas.
A diferença notada pelos pesquisadores foi evidente. Após as semanas dormindo menos, os participantes ganharam, em média, cerca de 0,5 kg. Mesmo parecendo pouco, esse hábito a longo prazo pode resultar em um ganho de peso significativo.
Junto a isso, os voluntários também começaram a passar pelo menos 17 minutos a mais por dia em comportamentos sedentários, e em pessoas na pós-menopausa, esse aumento foi de 30 minutos.
Esse resultado aumenta o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, enquanto o ganho de peso favorece a obesidade e outros problemas metabólicos.
Mulheres com risco cardiometabólico (probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares e metabólicas) que reduziram a duração do sono apresentam maior resistência à insulina.
Ainda assim, são necessárias outras pesquisas adicionais para que entendam exatamente como a redução do sono pode levar ao ganho de peso, além dos mecanismos biológicos que envolve.






