Pesquisador desafia mito do Cavalo de Troia e diz que ele nunca foi um cavalo

Escritor desmistifica o mito do Cavalo de Troia e explica o erro histórico trazido por Homero que moldou o filme de Christopher Nolan.

Réplica do histórico cavalo de Troia -Foto: Mert Kahveci/ Unsplash

Em meio ao barulho causado pela estreia nos cinemas do novo filme de Christopher Nolan baseado na obra clássica A Odisseia, um dos episódios mais emblemáticos da mitologia grega voltou ao centro dos debates.

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O escritor e pesquisador Alfonso Mañas desmistificou o lendário mito do Cavalo de Troia, revelando que a famosa estrutura gigante de madeira deixada como presente aos troyanos nunca foi, na verdade, um cavalo, mas sim uma embarcação de guerra.

A tese do especialista aponta que a versão popularizada mundialmente nasceu de um histórico erro de interpretação cometido pelo poeta Homero ao reunir os cantos de gesta orais séculos após o fim da guerra.

A farsa do presente de madeira e a origem militar

Conforme a narrativa épica tradicional, os soldados gregos teriam simulado uma rendição e construído uma enorme escultura equestre oca para abrigar guerreiros disfarçados. Contudo, historiadores e filósofos desde a Antiguidade questionam a lógica prática desse feito.

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Os exércitos da época contavam com mestres em marcenaria naval, especialistas na fabricação de embarcações, e não na escultura de animais gigantes em madeira.

Além disso, oferendas em formato de cavalo eram artigos infantis na época, o que tornaria o presente uma ofensa e não uma homenagem respeitável aos vencedores.

O Cavalo de Troia era realmente um cavalo?

Não, segundo as pesquisas mais recentes, a estrutura associada ao mito do Cavalo de Troia era um barco fenício do tipo Hippos. Esse tipo de embarcação do século XII a.C. trazia como marca registrada uma carcaça com a proa esculpida no formato de uma cabeça de cavalo.

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Quando o exército grego simulou sua retirada, deixou os tesouros e os soldados infiltrados a bordo dessa embarcação chamada Hippos.

Séculos depois, ao compilar os vários poemas orais da época, Homero traduziu o nome do barco ao pé da letra, interpretando o termo como o animal real e imortalizando o equívoco na literatura.

Do erro de Homero às telas do cinema moderno

A falha de tradução atravessou gerações até se consolidar na cultura pop global. A releitura de Christopher Nolan para as telonas mantém o apelo visual do animal de madeira gigante para preservar a estética clássica e épica que o público reconhece.

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Embora o espetáculo cinematográfico e as discussões sobre o formato de exibição atraiam multidões aos cinemas, as evidências históricas reforçam que a vitória grega dependeu da engenharia naval e da astúcia marítima, e não de um artefato em forma de animal.