Marcelo Calone revela estratégia que mudou a imagem de jogador famoso e celebridades

À frente do Grupo Calone, o empresário detalha a metodologia usada no reposicionamento do ex-jogador Cafu e da atriz Cláudia Rodrigues.

Marcelo Calone revela estratégia que mudou a imagem de jogador famoso e celebridades

Marcelo Calone revela estratégia que mudou a imagem de jogador famoso e celebridades


O avanço das plataformas digitais e as constantes mudanças no mercado da comunicação têm impulsionado novas estratégias para fortalecer marcas e personalidades públicas. Nesse cenário, o empresário Marcelo Calone tem defendido a importância da construção de autoridade como um diferencial que vai além das ações tradicionais de marketing.

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À frente do Grupo Calone, o empresário desenvolveu um modelo de atuação que combina análise comportamental, tecnologia e produção de conteúdo para orientar decisões relacionadas a contratos entre marcas e figuras públicas.

A metodologia já vem sendo aplicada no reposicionamento de personalidades conhecidas do público, como o ex-jogador Cafu e a atriz Cláudia Rodrigues. Segundo Calone, o trabalho é baseado em uma estratégia que integra cinema, tecnologia e inteligência de dados para ampliar a presença e o valor dessas personalidades no mercado.

Além da atuação na gestão de imagem e posicionamento, o Grupo Calone também acumula projetos voltados à produção audiovisual, com a realização de documentários e séries.

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Em entrevista exclusiva à Gazeta, Marcelo Calone falou sobre as transformações do setor da comunicação, os desafios impostos pelo ambiente digital e as perspectivas para o futuro do segmento.

Como o Grupo CALONE tem acompanhado as transformações no mercado de assessoria e comunicação nos últimos anos?

O mercado mudou completamente. Antigamente, assessoria era basicamente colocar alguém na imprensa. Hoje, isso sozinho não sustenta mais imagem nenhuma.

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A internet criou um excesso de informação tão grande que visibilidade não significa mais autoridade.

O Grupo CALONE acompanha isso entendendo comportamento humano e dados.

Hoje, não basta uma personalidade aparecer. Ela precisa gerar conexão, confiança, desejo, conversa e permanência na memória das pessoas.

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A grande verdade é que muita gente ainda trabalha comunicação como se estivesse em 2010.

Faz post, compra mídia e acha que construiu reputação. Não construiu. Reputação hoje é gestão diária de narrativa, percepção e coerência.

Nós começamos a tratar artistas, marcas e executivos quase como ativos vivos de posicionamento.

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É uma mistura de inteligência de dados, comportamento digital, conteúdo, crise, branding e construção de legado.”

Quais são os principais desafios enfrentados hoje pelas empresas na construção de imagem dos artistas e relacionamento com a imprensa?

O maior desafio hoje é a velocidade do julgamento. Uma narrativa negativa pode nascer em minutos e destruir anos de construção.

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Outro problema é que muita gente ficou artificial. O público percebe quando um artista está fazendo publicidade vazia ou quando a marca força um posicionamento que não combina com aquela pessoa.

E existe uma questão polêmica: hoje tem muita gente famosa, mas pouca gente relevante de verdade. Seguidores não significam mais influência, porque não entrega. Alcance não significa credibilidade. A bolha digital enganou muita empresa.

Na imprensa também mudou tudo. Antes existia um controle maior da informação. Hoje qualquer assunto vira manchete, corte, meme ou crise em segundos.

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Por isso eu acredito que o relacionamento com imprensa não pode mais ser só comercial.

Precisa existir transparência, contexto, inteligência emocional e estratégia de longo prazo. Quem só aparece quando quer divulgação normalmente desaparece quando a crise chega.”

Na sua visão, quais estratégias fazem diferença para que uma marca consiga se destacar em meio ao excesso de informações nas redes e no ambiente digital?

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Hoje vence quem consegue gerar sentimento, não só visualização.

O digital ficou barulhento demais. Então a pergunta não é mais ‘como viralizar’. A pergunta é: ‘como fazer alguém lembrar de você amanhã?’

As marcas precisam parar de querer parecer perfeitas e começar a parecer humanas. O público cansou de propaganda disfarçada de conteúdo.

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Outra coisa importante: as empresas ainda subestimam o poder da narrativa. Storytelling não é estética. É construção psicológica de percepção.

E vou falar algo polêmico: muita marca quer engajamento, mas não suporta personalidade.

Quer contratar artista, creator ou jornalista, mas tenta controlar tudo. Só que autenticidade não nasce em ambiente controlado. As marcas que vão sobreviver são as que entenderem que audiência sem confiança é só vaidade digital.

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Quais são os próximos projetos e metas do Grupo Calone?

Os próximos passos do Grupo CALONE são ampliar nossa atuação em inteligência estratégica, audiovisual e gestão de entregas.

Estamos desenvolvendo projetos ligados a biografias e legados, conteúdo multiplataforma, premiações e ecossistemas de posicionamento para marcas, mídias e personalidades.

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Também queremos fortalecer ainda mais nossa tecnologia DBIPro®, cruzando comportamento, dados e percepção pública para decisões mais inteligentes em comunicação, contratos e imagem.

E existe uma meta muito clara: transformar histórias em ativos de valor socioeconômico e cultural. Porque no futuro, reputação vai valer mais do que audiência, autoridade, influência e presença na mídia.