‘Paterson’ transforma uma semana comum em uma das histórias mais sensíveis do cinema

Durante a pausa para o almoço, ele escreve poesias em seu caderninho secreto, que leva para todos os cantos

Trecho do filme Paterson

Quando o turno termina, Paterson volta para casa e leva seu bulldog, Marvin, para passear/Divulgação

Lançado em 2016, o filme “Paterson” chamou a atenção por retratar com beleza uma história cotidiana que, inevitavelmente, convida o espectador a refletir sobre sua própria vida. Dez anos depois, o trabalho atento do diretor Jim Jarmusch parece ainda mais importante, em um mundo cada vez mais acelerado e desconectado com o presente.

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O longa foi indicado ao prêmio Palma de Ouro, no Festival de Cannes de 2016, onde venceu o troféu Palm Dog – que elege a melhor atuação canina em filmes. Além disso, participou de outros festivais de cinema importantes, como o de Toronto e o de Rotterdam. Atualmente, ele está disponível para aluguel e compra no YouTube e na Claro TV+.

Conheça a história de Paterson

O filme se passa em 1978 e acompanha Paterson (Adam Driver), um motorista de ônibus da cidade de Paterson (Nova Jersey, Estados Unidos), que já foi um polo industrial e hoje possui um cenário econômico conturbado. O personagem vive em uma rotina comum.

Acorda cedo todas as manhãs e vai trabalhar dirigindo pela cidade, enquanto escuta as conversas de seus passageiros. Durante a pausa para o almoço, ele escreve poesias em seu caderninho secreto, que leva para todos os cantos.

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Quando o turno termina, Paterson volta para casa e leva seu bulldog, Marvin, para passear. No caminho, ele bebe uma cerveja e interage com os clientes fiéis.

Sua esposa Laura (Golshifteh Farahani) também tem suas próprias aspirações artísticas, que envolvem desde pintura a música country. Porém, não sabe exatamente o que quer fazer da vida, e isso não é um conflito para o casal.

Ao longo das quase duas horas de filme, os espectadores acompanham uma semana (de segunda a segunda) na vida pacata, mas jamais entediante, do protagonista.

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A escolha de trazer os poemas de Patterson para a narrativa, que são poemas verdadeiros do poeta contemporâneo Ron Padgett, é um acerto tremendo, que transforma o cotidiano em poesia.