O Tranquilo, um evento itinerante de música independente que existe há sete anos em São Paulo (sob o nome Tranquilo.SP) e em outras capitais do País, anunciou nesta segunda-feira (8/7) que “encerra um ciclo”.
“A verdade é que o Tranquilo, como existe hoje, não é mais viável. E talvez nem todo mundo soubesse disso. Durante anos, investimos com coragem numa parte pouco comercial da indústria da música”, afirmou o perfil do grupo, pelas redes sociais.
O Tranquilo, que também existe no Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Salvador, disse que agora pretende levar a visão, repertório e ideias “para outros palcos, outras mesas, outros formatos”.
Entre as possibilidades citadas pelo próprio Tranquilo estão criar um festival, um selo musical, um podcast ou uma plataforma de mídia e marketing musical.
Artistas independentes
A casa é conhecida por abrir o palco para artistas independentes, que cantam para um público sentado ao chão, em uma relação mais próxima do palco com a plateia.
Todas as edições contam com um artista de maior destaque na cena nacional. Entre os participantes já estiveram Nando Reis, Ana Cañas, Fabio Brazza, Dexter, Zélia Duncan e tantos outros.
A entrada era colaborativa, o que se estendia para as bebidas e comidas servidas no local. O evento era realizado às segundas, sempre em um lugar só anunciado no próprio dia.
Nos sete anos de atuação foram realizadas mais de 500 edições, com 1,8 mil artistas. Não há anúncio de próximas atividades.
