Operando sob restrições devido ao dono Roman Abramovich, clube atual campeão europeu e mundial tenta viabilizar rapidamente a mudança de proprietário.
Acaba nesta sexta-feira o prazo dado pelo banco de investimentos Raine Group para interessados na compra do Chelsea fazerem as suas ofertas. O clube inglês contratou a companhia norte-americana para conduzir o processo e, de acordo com a imprensa inglesa, mais de 20 grupos “confiáveis” já manifestaram disposição para o negócio.
O fim do prazo não significa que o novo dono do Chelsea será definido nesta sexta-feira. A tendência é que a venda seja acertada até semana que vem, mas o desfecho definitivo do processo pode levar algumas semanas.
A venda é iminente já que o dono do Chelsea nos últimos 19 anos, o oligarca Roman Abramovich, foi atingido por diversas sanções do governo britânico e da União Europeia. Ele foi proibido de arrecadar qualquer dinheiro com o clube por conta de sua relação com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A medida é uma retaliação à Guerra na Ucrânia.
O mais recente pacote de sanções afetou as tentativas de venda por parte de Abramovich, que não tem mais o controle da instituição e teve seus bens congelados. Hoje a propriedade dos Blues está nas mãos do governo do Reino Unido.
A diretora Marina Granovskaia tem lidado diretamente com grupos interessados, sob a supervisão das autoridades britânicas. Os candidatos precisam atender à uma lista de requisitos, como relação de conselheiros, plano de negócios e carta de comprovação de fundos. Outra questão importante é um relatório do passado de seus investidores.
No momento, o clube opera sob uma licença especial com restrições e precisa aplicar por uma nova antes da mudança de propriedade. O negócio precisa ser aprovado pela Premier League e pelo governo britânico. A demora pode significar graves problemas financeiros.
O Chelsea também não pode oferecer novos contratos para os jogadores. Por outro lado, pode pagar os salários dos vínculos em andamento — a folha de todos os funcionários gira em torno de £ 28 milhões por mês. Ao clube foi permitido receber as receitas com transmissão e premiações para viabilizar as operações. Patrocínios também foram revistos, algumas empresas saíram enquanto outras optaram pela tentativa de ajudar a equipe nesse momento difícil
A venda de ingressos para torneios da Uefa (Liga dos Campeões) está proibida. Mas os torcedores que compraram pacotes da temporada do Campeonato Inglês podem comparecer aos jogos em Stamford Bridge.
Chelsea atualmente ocupa a 3ª posição da liga nacional – o que, hoje, o garantiria na pŕoxima UEFA Champions League – e enfrentará o Real Madrid pelas quartas de final da competição europeia.
