O fisiculturismo tem ampliado sua presença no Brasil nos últimos anos, impulsionado pela popularização do esporte nas redes sociais e academias.
Nesse cenário, estratégias como bulking e cutting passaram a se disseminar entre praticantes, inclusive fora do alto rendimento.
A prática consiste em alternar fases de ganho de massa muscular com períodos de redução de gordura corporal, com mudanças significativas na alimentação e no treino.
Apesar de comum entre atletas, pesquisas alertam que o método exige planejamento rigoroso e não é recomendado para todos os perfis.
Como funciona o ciclo de ganho e perda
Na estratégia, o bulking corresponde à fase de ganho de massa, com ingestão calórica acima do gasto energético.
Já o cutting representa o movimento oposto, com redução da ingestão calórica para diminuir o percentual de gordura, mantendo o máximo possível de massa magra.
Embora amplamente utilizado no meio esportivo, ainda não há consenso científico de que esse modelo seja a melhor abordagem para a maioria das pessoas.
Fase de bulking exige controle para evitar excessos
Durante o bulking, o aumento calórico pode ser interpretado como maior liberdade alimentar.
Estudo publicado na plataforma SciELO, intitulado “Negociando limites, manejando excessos”, aponta que esse período pode ser vivido como uma fase de maior flexibilidade na dieta.
Ainda assim, especialistas destacam que o controle é essencial para evitar acúmulo excessivo de gordura e comprometer os resultados.
Cutting impõe maior desgaste ao organismo
Após o ganho de massa, o cutting busca reduzir gordura corporal por meio de déficit calórico.
O processo aumenta a exigência sobre o organismo e pode gerar estresse físico quando realizado de forma intensa ou sem acompanhamento adequado.
Entre os riscos estão perda de massa muscular, carências nutricionais e alterações metabólicas.
Estratégia não é indicada para iniciantes
A abordagem é mais recomendada para atletas ou praticantes avançados, com objetivos específicos de composição corporal.
Para iniciantes, a tendência é que um plano mais equilibrado de treino e alimentação traga melhores resultados, sem mudanças bruscas.
A prática também não é indicada para adolescentes nem para pessoas com condições como diabetes, transtornos alimentares ou problemas gastrointestinais, que podem ser agravados.
Acompanhamento profissional reduz riscos
O estudo aponta que o acompanhamento de nutricionistas e profissionais de educação física é fundamental para a aplicação segura da estratégia.
O planejamento envolve ajustes individualizados de dieta e treino, além do monitoramento constante de indicadores de saúde.
Sem orientação, a alternância entre superávit e restrição calórica pode provocar desequilíbrios hormonais e metabólicos.
A recomendação é que essas estratégias sejam utilizadas de forma pontual, sem substituir uma alimentação equilibrada no longo prazo.
Arnold Sports Festival South America 2026
A preparação e os limites do corpo no fisiculturismo serão abordados com maior destaque no Arnold Sports Festival South America 2026, programado para os dias 24 a 26 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.
O Gazeta Media Group Brasil (GMG) é o parceiro oficial do evento e realiza a produção diária de conteúdos do evento.
