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Desdobramento

Pumas rescinde contrato com Daniel Alves por justa causa após prisão

Lateral-direito tinha contrato com o time mexicano até o fim de junho deste ano

Uol/Folhapress

Publicado em 21/01/2023 às 09:24

Atualizado em 21/01/2023 às 09:32

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Daniel Alves é acusado de ter agredido sexualmente uma mulher / Lucas Figueiredo/CBF

O Pumas, time que contratou Daniel Alves no meio do ano passado, anunciou a rescisão de contrato por justa causa com o jogador, preso nesta sexta-feira (20) na Espanha.

O brasileiro e o clube mexicano tinham contrato até o fim de junho. Daniel Alves disputou apenas 13 jogos com a equipe -ele deu quatro assistências e não marcou gols. O lateral chegou a ser liberado para usar as instalações do Barcelona em outubro, época em que o Pumas foi eliminado do Campeonato Mexicano.

O jogador brasileiro está preso preventivamente e sem direito a fiança após decisão da juíza espanhola Maria Concepción Canton Martín.

Ele é acusado de agressão sexual a uma mulher em uma boate em Barcelona. O episódio teria ocorrido no fim do ano passado

O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público espanhol e reforçado pela defesa da vítima.

Daniel Alves chegou ao local algemado e esperou o resultado do julgamento em uma cela com outros detidos.

A VERSÃO DO JOGADOR

Em seu depoimento, Dani Alves negou as acusações. Ele confirmou que estava na discoteca Sutton na fatídica noite, mas afirmou não ter cometido nenhum tipo de agressão.

O depoimento seguiu a mesma linha da primeira vez que o jogador falou sobre o ocorrido, em entrevista ao programa espanhol 'Y ahora Sonsoles'.

"Sim, eu estava naquele lugar, com mais gente, curtindo. E quem me conhece sabe que eu amo dançar. Eu estava dançando e curtindo sem invadir o espaço dos outros. Eu não sei quem é essa senhora. Nunca invadi um espaço. Como vou fazer isso com uma mulher ou uma menina? Não, por Deus."

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA SEXUAL 

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.

 

 

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