Santos tentou inscrever Pelé, aos 70 anos, em Mundial com Neymar e Ganso, mas o Rei recusou o convite

Presidente da época planejou marketing histórico para o Japão, mas o Rei do Futebol barrou a ideia por falta de condições físicas

Pelé em atuação pelo Santos

Pelé ganhou dois Mundiais pelo Santos e chegou a ser cogitado na edição de 2011, aos 70 anos/Divulgação

No segundo semestre de 2011, o Santos vivia a euforia do título da Libertadores e preparava o elenco para o Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. O então presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, decidiu criar uma estratégia de marketing sem precedentes: inscrever Pelé, o maior ídolo da história alvinegra, na competição oficial.

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A ideia buscava unir o brilho de jovens estrelas como Neymar e Ganso à mística do Atleta do Século.

Uma estratégia de marketing ousada

O dirigente santista apresentou a proposta durante reuniões do Conselho e conversas informais com a imprensa.

Segundo o plano, Pelé utilizaria a camisa número 1000 no Mundial de Clubes, preservando a 10 para Paulo Henrique Ganso.

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Além disso, Luis Álvaro imaginava que a simples presença do Rei no banco de reservas intimidaria adversários como o Barcelona.

O mandatário chegou a sugerir que Pelé entrasse em campo por apenas cinco minutos ou apenas para cobrar um pênalti decisivo, caso o placar estivesse favorável.

A motivação por trás do ‘tri único’

O grande combustível para essa iniciativa residia no desejo de transformar Pelé no único jogador da história a conquistar o tricampeonato mundial tanto por clubes quanto por seleções.

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O Rei já ostentava as glórias de 1962 e 1963 pelo Peixe, além das Copas de 1958, 1962 e 1970 pelo Brasil. Portanto, um novo título no Japão selaria um recorde absoluto e inalcançável para qualquer outro atleta.

Rei recusa o projeto

Apesar do entusiasmo da diretoria, a realidade física impunha barreiras intransponíveis. Naquela época, Pelé estava prestes a completar 71 anos e não treinava profissionalmente há décadas.

Em outubro de 2011, durante uma passagem por Porto Alegre, o ex-jogador deu um ponto final às especulações.

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O ídolo afirmou categoricamente que não possuía condições físicas de participar do torneio, recusando inclusive o papel de embaixador dentro do gramado.

Além disso, Pelé criticou o fato de o presidente ter divulgado a consulta ao público antes de conversar formalmente com ele.

“Jogar? Por enquanto não. Talvez, se tiver em condições, dar o pontapé inicial”, declarou o Rei, encerrando a fantasia publicitária que agitou os bastidores do futebol naquele ano.

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Naquela ocasião, o Peixe acabou com o vice-campeonato, perdendo a decisão para o Barcelona, de Lionel Messi, por 4 a 0.