Buscando “aumentar a credibilidade” da seleção brasileira perante a sua torcida, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) fez uma lista de restrições que os jogadores terão de seguir a partir de agora. As informações são dos jornalistas Éder Traskini e Thiago Arantes, do UOL.
Ainda segundo as informações, as medidas não foram impostas pela entidade, mas sim conversadas e acertadas de modo coletivo com os atletas, que concordaram com a importância das novas medidas.
O vazamento teria irritado os diretores da Confederação. O tema surgiu após a notícia de que o lateral-direito Yan Couto, atualmente no Girona-ESP, emprestado pelo Manchester City-ING, afirmar que a CBF pediu que ele parasse de usar o cabelo rosa em jogos da seleção.
Em entrevista ao UOL, o lateral reforçou que os diretores consideram a cor do cabelo um “vacilo”, mas que o próprio atleta discorda da decisão, embora tenha acatado sem mais problemas.
Restrições da CBF para a seleção brasileira
Segundo a apuração, a lista contém as seguintes orientações:
- Sem cabelo colorido;
- Passar imagem de seriedade;
- Evitar brincos chamativos;
- Não usar colares extravagantes;
- Usar as redes sociais de maneira sóbria e com discrição, sem brincadeirinhas;
- Usar o celular na mesa de jantar somente depois da refeição;
- Evitar chegar ao estádio com fones de ouvido ou música alta;
- Evitar aparecer em vídeos oficiais ouvindo música e brincando no vestiário;
- Respeitar horários;
- Não atrasar a saída do ônibus;
- Não comer nada fora do plano nutricional no quarto.
A ideia principal da entidade é “limpar a imagem” da seleção brasileira e passar uma imagem mais séria. A CBF deseja evitar que a torcida veja o elenco apenas como “brincalhão” e que não trazem credibilidade para a camisa amarelinha.
CBF nega proibições
Em nota, a Confederação Brasileira de Futebol negou que tenha feito uma lista de restrições aos atletas, inclusive de que teria proibido Yan Couto de usar o cabelo rosa. Veja a nota oficial da CBF:
“A CBF reafirma seu compromisso com a liberdade, a pluralidade, o direito à autoexpressão e livre construção da personalidade de cada indivíduo que trabalhe na entidade ou defenda a Seleção Brasileira. Para a entidade, o desempenho do colaborador fala por si só.
O compromisso da CBF é com o bom futebol e as melhores práticas de gestão. Cada colaborador ou atleta deve ter autonomia sobre sua própria aparência, credo, orientação sexual, expressão de gênero.
Desde o início da atual gestão, a CBF tem como uma das prioridades a luta contra o racismo e qualquer tipo de preconceito no futebol. A entidade é parceria do Observatório da Discriminação Racial no Futebol e do coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, e está sempre aberta a novas iniciativas para que o futebol brasileiro se torne um espaço mais inclusivo e livre de preconceitos.”
