Thomaz Bellucci, segundo melhor tenista brasileiro, se aposenta das quadras

Atleta falou sobre o peso da responsabilidade de ter representado o País no tênis depois de Guga

Thomaz Bellucci é o segundo maior tenista brasileiro de todos os tempos

Thomaz Bellucci é o segundo maior tenista brasileiro de todos os tempos | Divulgação/RioOpen

Depois de 19 anos de carreira no tênis, Thomaz Bellucci abriu o jogo na sua coletiva de despedida, após ser eliminado no Rio Open, na noite desta quarta-feira (22). o atleta falou sobre o peso da responsabilidade de ter representado o país no tênis depois de Guga.

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“Sempre teve muita expectativa em cima de mim e isso não foi bom, já que eu também me cobrava muito. Hoje eu deveria ter mandado muita gente para aquele lugar, me importava muito com a opinião dos haters, deveria focar mais em quem se importava comigo. Muita gente criticava o meu mental, essa sempre foi a parte forte para mim. Foi o físico que me barrou”, garantiu Bellucci.

O brasileiro, que alcançou o ranking de 21 do mundo em 2010 – atrás apenas de Guga entre brasileiros -, lembrou dos bons momentos representando o País na Copa Davis e nas Olimpíadas, mas falou das dificuldades de ser um atleta no Brasil.

“Aqui a gente tem que fazer tudo sozinho, no início meus pais me ajudavam bastante era muito perrengue”, disse o paulista.

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Perguntado sobre a falta de reconhecimento no País, Bellucci foi sincero, e acredita que isso precisa vir dos outros e que pode acontecer agora, depois da sua aposentadoria.

“Para mim, o reconhecimento sempre foi algo que deveria vir de fora. Eu não vou ficar aqui dizendo como eu deveria ser lembrado, mas muita gente fala que o reconhecimento de verdade só vem quando o atleta aposenta”, pontuou Bellucci.

Sobre os próximos passos, Bellucci não pretende se afastar do tênis. Agora quer seguir como treinador ou implementando sua ideias de jogo com os anos de experiência.

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“Quero uma maneira de passar minha experiência para os jovens atletas. Tenho muito a contribuir como treinador agora, me especializar, fazer cursos, estar mais envolvido no mundo dos treinadores”, finalizou o paulista.