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O setor de turismo foi um dos mais atingidos pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus
O setor de turismo foi um dos mais atingidos pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus
Foto: DIVULGAÇÃO

'Resort office' vira tendência no setor de turismo durante pandemia

Para sobreviver aos impactos da pandemia do novo coronavírus, resorts e acampamentos precisaram se reinventar e oferecer novos serviços

O setor de turismo foi um dos mais atingidos pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo números da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), desde março de 2020, o prejuízo do setor já ultrapassa R$ 312 bilhões.

Para contornar a crise, cerca de 40% dos resorts brasileiros passaram a oferecer uma nova modalidade de hospedagem: o resort office, que busca atender as necessidades de famílias que querem mudar de ares, mas precisam continuar trabalhando e estudando, enquanto desfrutam dos serviços de hospedagem. No estado de São Paulo, a tendência chegou a 70% dos estabelecimentos, conforme revela a Resorts Brasil, a Associação Brasileira de Resorts.

“As estruturas de eventos foram adaptadas com novos protocolos de segurança. Em alguns empreendimentos, a equipe de colaboradores foi reforçada para atender essas novas demandas, como a contratação de uma profissional para auxiliar as crianças com dúvidas na escola, uma nutricionista para acompanhar os hóspedes e um suporte de TI para os pais que optaram por fazer o home office no resort”, explica Ana Biselli, presidente da Resorts Brasil.

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Cantinho de Estudo do Novotel Itu Golf Resort - DIVULGAÇÃO

Tendência que veio para ficar
Um dos estabelecimentos que optou por essa nova forma de hospedagem é o Novotel Itu Golf Resorts, da Accor, localizado na cidade de Itu-SP. Sem nenhuma taxa extra, quem se hospeda no resort pode desfrutar de dois programas que surgiram depois da pandemia: o “Work from Anywhere” e o “Cantinho do Estudo”. No primeiro, os hóspedes contam com salas com mobília confortável, internet de alta velocidade gratuita, água e cafezinho; enquanto no segundo, focado nas crianças, é oferecido mobiliário adequado, internet gratuita, água e frutas.

“As grandes crises sempre trazem algo positivo, e a crise atual trouxe uma aceleração das tendências. Acredito que teríamos levado uns 10 anos para chegar nessa realidade sem o advento dessa pandemia”, diz Gisele Ruiz, gerente de vendas e distribuição do hotel.

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O Clara Ibiúna Resort, em Ibiúna-SP, já possuía espaços para reuniões, mas aprimorou o serviço com o aumento da demanda - DIVULGAÇÃO

Para o Clara Ibiúna Resort, em Ibiúna-SP, a tendência veio para ficar. O estabelecimento já possuía espaços para reuniões, mas aprimorou o serviço com o aumento da demanda, melhorando a estrutura da internet e adquirindo mesas e cadeiras ergonômicas para as acomodações.

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“Os hotéis precisaram se reinventar neste novo momento, procurando atender todas as novas demandas de seus hóspedes. Sejam em biossegurança como em novos serviços e atividades para atender as necessidades de cada hóspede”, ressalta Luis Antonio de Faria Braga, gerente comercial do Clara Ibiúna Resort.

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Sítio do Carroção, em Tatuí-SP, recebia 400 alunos por dia e agora foca em famílias - DIVULGAÇÃO

Acampamentos viram hotéis de luxo
Além dos resorts, os acampamentos também tiveram que se adaptar durante a pandemia. Acostumados a receber jovens e crianças em excursões escolares, muitos passaram a apostar nas famílias, como o Sítio do Carroção, em Tatuí-SP, que recebia, em média, 400 alunos por dia.

“O Hotel Carroção não existia. Nós somos um acampamento de férias que se tornou um hotel durante a pandemia. Passamos de buffet infantil para restaurante de alta gastronomia, de beliches para camas com enxoval fino, tudo deu certo, mas pretendemos voltar às origens, quando tudo retornar à normalidade”, explica Flávia Stopiglia, relações públicas do Carroção.

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O RepLago, em Leme-SP, passou a apostar nas famílias, inclusive com serviços de “home resort” - DIVULGAÇÃO

Outro acampamento que viu o seu público mudar foi o RepLago, em Leme-SP, que também apostou nas famílias, inclusive com serviços de “home resort”. “Com a pandemia, passamos a receber famílias regularmente (antes era algo excepcional, que acontecia uma ou duas vezes ao ano). As adaptações foram muitas: os chalés ganharam frigobar, chaleira elétrica e cama king size, além de mesa e cadeira para trabalho ou estudo à distância. Nosso escritório, inaugurado em 2019, agora está disponível para os hóspedes. O espaço é amplo e, além das estações de trabalho na área comum, há duas salas privativas. Durante as refeições, o buffet é protegido por uma vitrine de vidro, e um membro da nossa equipe, com EPI, monta o prato de cada hóspede. As mesas são fixas para cada família e com distanciamento. As atividades ao ar livre são prioridade, funcionam para cada família isoladamente, com agendamento e são higienizadas entre um uso e outro”, finaliza Lúcia Ribeiro Luz, gerente de marketing e vendas do RepLago.

 

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